Projeto Jornada Camarás

A Liga Empreendimento Criativo com o incentivo do Funcultura/PE estará realizando no período de 16 de maio a 02 de junho de 2017 a circulação gratuita do espetáculo “Uma Jornada na terra de Camarás”. O espetáculo narra as aventuras de Maria Joaquina e Cristiano Ronaldo que ao se perderem em sua embarcação acabam aportando na cidade de Camaragibe e começam a desbravar sobre a história, curiosidades, encantos e desafios da cidade. O espetáculo traz elementos de contação de histórias e teatro de rua.

A dramaturgia e encenação é de Anderson Abreu, a produção é de Eliz Galvão e o elenco é formado pelos atores André Ramos, Múcio Eduardo e Sarah Coimbra.

Serão realizadas seis apresentações em praças e ruas de Camaragibe e o projeto também contará com a realização da oficina de jogos teatrais e de contação de histórias sobre os patrimônios de Camaragibe que acontecerá em escolas públicas do Município.

Agenda de Apresentações:

16/05 (terça-feira) às 16 horas: Praça do Guarani (Vila da Fábrica)

19/05 (sexta-feira) às 16 horas: Rua Fernando Santa Cruz de Menezes (próximo ao Bar do Caranguejo) (Alberto Maia).

23/05 (terça-feira) às 16 horas: Rua Tenente Arnaldo (rua da Escola Municipal Marcelo José) (Alto Santo Antônio).

26/05 (sexta-feira) às 16 horas: Praça do Loteamento São Pedro. (Loteamento São Pedro)

30/05 (terça-feira) às 16 horas: Praça do Polo de Vera Cruz (em frente à Escola M. São José) (Vera Cruz).

02/06 (sexta-feira) às 16 horas: Rua Ana Lúcia (rua da Igreja Presbiteriana de Tabatinga) (Tabatinga)

Agenda das Oficinas de Jogos Teatrais e de Contação de Histórias sobre os patrimônios de Camaragibe

DATAS E LOCAL:

17 e 19/05: Escola Municipal Nossa Senhora do Carmo (Alberto Maia) 08 às 11 horas.

22 e 24/05: Escola Municipal Marcelo José (Alto Santo Antônio) 08 às 11 horas.

25 e 26/05: Escola Municipal Paulo Freire (Loteamento São Pedro) 08 às 11 horas.

29 e 31/05: Escola Municipal São José (Vera Cruz) 08 às 11 horas.

01 e 02/06: Escola Municipal Antônio Luiz de Souza (Tabatinga) 14 às 17 horas.

 

Informações: (081) 9.9813.0124 (Eliz Galvão) | liga@ligacriativape.com.br

Realização: Liga Empreendimento Criativo

Incentivo Cultural: Funcultura/PE 

II Festival Cultural Risadinha movimenta as cidades de Recife, São Lourenço e Camaragibe com espetáculos teatrais de seis estados do Brasil

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De 21 a 30 de outubro o II Festival Cultural Risadinha oferecerá uma programação variada que conta com lançamento do livro sobre os 25 anos do Grupo Teatral Risadinha, oficinas formativas e 10 apresentações teatrais de grupos de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro e Paraná. O Festival é uma realização do Grupo Teatral Risadinha com o incentivo do Funcultura/PE.

O II Festival Cultural Risadinha é um projeto cultural idealizado pelo Grupo Teatral Risadinha, grupo mais antigo em atuação em Camaragibe – PE e foi pensado com o propósito de difundir a produção artística pernambucana e possibilitar o intercâmbio com grupos de outros estados do Brasil. Além de ser uma rica oportunidade para que o grande público possa assistir espetáculos de qualidade de forma gratuita.

A abertura do festival acontecerá nesta sexta-feira (21) no Sesc Ler São Lourenço da Mata (Tiúma) às 19 horas e contará com apresentação do espetáculo A Fuzarca do Grupo Teatral Risadinha e o lançamento do livro sobre a história do grupo Risadinha: “Grupo teatral Risadinha 25 anos de existência e resistência”. O livro traz memórias de pessoas que já passaram pela cia e nele é possível entender as alegrias e dificuldades de se manter um grupo teatral ativo há tanto tempo.

A programação do festival segue até o dia 30 de outubro com espetáculos que serão apresentados em espaços alternativos como o Sesc Ler São Lourenço da Mata (Tiúma), a Escola Municipal de Arte João Pernambuco (Várzea/Recife) e o Casarão de Maria Amazonas (Camaragibe).

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O festival também prioriza a formação cultural e nesta edição serão realizadas cinco oficinas gratuitas que acontecerão entre os dias 24 e 28 de outubro de 2016 na cidade de Camaragibe. São elas: oficina de iniciação teatral com Cláudia Alves, teatro avançado com Samuel Santos, palhaçaria com Alexsandro Silva, teatro do oprimido com Wagner Montenegro e Andrea Veruska e acessibilidade em espetáculos teatrais com Andreza Nóbrega.

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Maiores informações sobre o festival: www.festivalculturalrisadinha.com.br;

CONTATO PARA MAIORES INFORMAÇÕES

Euclides Farias – Coordenador de Divulgação: (081) 9.98667277

festivalculturalrisadinha@gmail.com

 

PROGRAMAÇÃO DOS ESPETÁCULOS – TODOS COM ENTRADA GRATUITA

21 de OUTUBRO (sexta)

Espetáculo: A Fuzarca: Uma brincadeira de rua

Grupo Teatral Risadinha – Camaragibe/PE

Horário:19h

Local: Sesc Ler São Lourenço da Mata (Tiúma)

Classificação: Livre

 

22 de OUTUBRO (Sábado)

Espetáculo: Histórias de Lenços e Ventos

Grupo Galpão das Artes – Limoeiro/PE

Horário: 16 horas

Local: Sesc Ler São Lourenço da Mata (Tiúma)

Classificação: Livre

 

23 de OUTUBRO (Domingo)

Espetáculo: Angelicus Prostitutus

Matraca Grupo de Teatro – Jaboatão dos Guararapes/PE

Horário: 19 horas

Local: Sesc Ler São Lourenço da Mata (Tiúma)

Classificação: 14 anos

 

25 de OUTUBRO (Terça)

Espetáculo: Lua de Há Muito Sóis

Cia. Nina  – Rio de Janeiro/RJ

Horário: 19 horas

Local: Escola de Arte João Pernambuco (Várzea/Recife)

Classificação: 12 anos

 

26 de OUTUBRO (Quarta)

Espetáculo: Bululú

Grupo Tocas de Teatro – Salvador/BA

Horário:19 horas

Local: Escola de Arte João Pernambuco (Várzea/Recife)

Classificação: 14 anos

 

27 de OUTUBRO (Quinta)

Espetáculo: Cordel do Amor Sem Fim

O Poste Soluções Luminosas – Recife/PE

Horário: 19 horas

Local: Escola de Arte João Pernambuco (Várzea/Recife)

Classificação: 16 anos

 

28 de OUTUBRO (Sexta)

Espetáculo: Alegria de Náufragos

Grupo Ser Tão Teatro – João Pessoa/PB

Horário: 16 horas

Local: Sesc Ler São Lourenço da Mata (Tiúma)

Classificação: 16 anos

 

29 de OUTUBRO (Sábado)

Espetáculo: Números

Cia Os Palhaços de Rua – Londrina/PR

Horário: 16 horas

Local: Sesc Ler São Lourenço da Mata (Tiúma)

Classificação: Livre

 

30 de OUTUBRO (Domingo)

Espetáculo: Um Sonho de Rabeca no Reino da Bicharada

Grupo Estação de Teatro – Natal/RN

Horário: 16 horas

Local: Sesc Ler São Lourenço da Mata (Tiúma)

Classificação: Livre

 

30 de OUTUBRO (Domingo)

Espetáculo: Senhora de Engenho entre a Cruz e a Torá

Cia Popular de Teatro de Camaragibe – Camaragibe/PE

Horário: 19 horas

Local: Casarão de Maria Amazonas (Centro/Camaragibe)

Classificação: 12 anos

 

OFICINAS

INICIAÇÃO TEATRAL

Com Cláudia Alves – Atriz e Professora com licenciatura em Artes Cênicas – UFPE.

De 24 a 26/10 (segunda a quarta) de 09 às 12h

Local: Associação das Mulheres do Lot. Santana localizado na Rua Recife, 24  – Santana, Camaragibe/PE

Carga Horária: 9h

Público Alvo: A partir de 12 anos com pouca ou nenhuma experiência em teatro.

 

TEATRO AVANÇADO

Com Samuel Santos – Ator, Encenador e Dramaturgo. Componente do     grupo O Poste Soluções Luminosas.

De 24 a 26/10 (segunda a quarta) das 14 às 17h.

Local: Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo localizado na Rua Guilherme Veloso, 98 – Timbi, Camaragibe/PE.

Carga Horária: 9h

Público Alvo: A partir de 14 anos com experiência anterior em teatro.

 

ACESSIBILIDADE PARA O TEATRO

Como tornar o espetáculo teatral acessível ao público com deficiência.

Com Andreza Nóbrega – Mestre em Educação – UFPE e Gestora da VouVer Acessibilidade.

De 26 a 27/10 (quarta e quinta) de 09 às 12h.

Local: Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo localizado na Rua Guilherme Veloso, 98 – Timbi, Camaragibe/PE

Carga Horária: 6h

Público Alvo: A partir de 18 anos com foco em produtores culturais, artistas e educadores.

 

OFICINA DE PALHAÇARIA

A máscara do palhaço no treinamento do ator.

Com Alexsandro Silva – Ator, encenador, dramaturgo e pesquisador em Palhaçaria. Componente da Cia 2 em Cena.

De 27 e 28/10 (quinta e sexta) das 14 às 17h.

Local: Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo localizado na Rua Guilherme Veloso, 98 – Timbi, Camaragibe/PE

Carga Horária: 6h

Público Alvo: A partir de 14 anos com pouca ou nenhuma experiência em teatro/circo.


OFICINA DE TEATRO DO OPRIMIDO

Descobrindo a estética do oprimido.

Com Andréa Veruska – Atriz licenciada em Artes Cênicas – UFPE e Wagner Montenegro – Ator e bacharel em Ciências Sociais – UFPE. Ambos participam do NEXTO – Núcleo Experimental do Teatro do Oprimido.

De 24 a 28/10 (segunda a sexta) de 09 às 12h.

Local: Espaço Art Festa localizado na Rua Teodoro Borges,65 – Timbi, Camaragibe/PE.

Carga Horária:15 h.

Público Alvo: A partir de 16 anos com pouca ou nenhuma experiência em teatro; com foco em estudantes, profissionais da área de educação e artistas em geral.

Teatro Camará é arrombado e roubado em Camaragibe

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No último domingo (14), o Teatro Municipal Bianor Mendonça Monteiro, mais conhecido como Teatro Camará – localizado em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife – foi arrombado e teve parte de sua fiação elétrica roubada. O equipamento cultural, fechado desde 2013, está passando por reformas e tem previsão de reabertura para outubro de 2016. A classe artística local reclama da falta de segurança e do descaso da atual gestão para com a cultura do município.

O membro do Conselho Municipal de Cultura de Camaragibe e representante do segmento de Artes Cências da cidade, Ângelo Fábio, falou ao Portal LeiaJá, por telefone, sobre o incidente: “O conselho recebeu a informação através da Fundação de Cultura. O roubo aconteceu um dia antes da religação da energia elétrica do teatro”, contou. Ele também informou que foi feito um Boletim de Ocorrência por parte da Fundação e, agora, a classe artítica espera pelo andamento das investigações e pelas providências que serão tomadas para que “os artistas e a sociedade não fiquem ao léo”.

O Teatro Camará é o único espaço deste tipo na cidade. Fechado desde 2013 para reformas, a população e os artistas esperam que o cine-teatro possa ser reintegrado à intensa produção cultural de Camaragibe. “Em termos de equipamento cultural no município, ele é o que tem a maior infra estrutura e é um símbolo de luta nos movimentos das artes cênicas. Este roubo foi um susto. Você vê aí o descaso, a falta de segurança pública e patrimonial que enfrentamos. O Conselho Municipal vem discutindo cultura na cidade de forma bastante intensiva e lutando pela questão da política cultural diante dos poucos investimentos neste sentido que a cidade enfrenta”, afirmou Ângelo.

O presidente da Fundação de Cultura Turismo e Esporte de Camaragibe, Uel Silva, também falou sobre o caso. “O prefeito já autorizou a compra de novos cabos e amanhã – quarta (17) – uma empresa de engenharia vai ver o espaço para uma reforma que já estava programada”, afirmou Uel. Ele também comentou que serão feitas adequações no projeto de reforma do teatro para que este possa ser reinaugurado no dia 23 de outubro deste ano, durante o Festival Nacional de Teatro Risadinha, “O projeto foi concebido de forma errada pela gestão passada, sem uma discussão com o movimento cultural. Não quisemos reabrir o teatro antes sem condições técnicas de funcionamento e este incidente não vai atrapalhar em nada o processo de reabertura”, disse.

Segundo o presidente, serão revitalizados os equipamentos, cortinado, cochias e também haverá um cuidado com a acessibilidade do lugar. Todas as medidas foram determinadas após plenária com os artistas da área: “Criamos uma comissão com os próprios artistas para acompanhar o andamento das obras porque eles é quem sabem do que o teatro precisa para funcionar”, explicou Silva. Sobre as reclamações que dão conta do descaso com a gestão com a cultura local, Uel declarou: “O nosso grande desafio é o Plano Municipal de Cultura. Semana passada conseguimos inserir Camaragibe no Sistema Nacional de Cultura e, queremos promover conferências com todos os segmentos para montar este plano e aprová-lo até o fim deste ano”.

http://www.leiaja.com/cultura/2016/08/16/teatro-camara-e-arrombado-e-roubado-em-camaragibe/

Grupo de Teatro de Camaragibe abre seleção para novos membros

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O Grupo  Teatral Arte e Sociedade (GRUTAS) abriu seleção para novos membros! O Grupo busca pessoas que estejam interessadas em fazer parte do grupo de teatro.

O GRUTAS foi fundado em Camaragibe, no ano de 2004 e recentemente completou 10 anos de atividades, sempre fazendo arte e também, trabalhando o lado social da arte.

E ai, topa? Ficou interessado? Então, leia com atenção todo o Regulamento da Seleção e saiba um pouco mais sobre o processo.

Não perca tempo, preencha já o Formulário de Inscrição!

Crítica despretensiosa ao Baile do Menino Deus de Camaragibe

Todo espetáculo pode e deve ser considerado como uma grande maravilha, alguém já disse algo assim. Sim, isso mesmo. Temos que considerar o tremendo e enorme esforço que diretores e coordenadores de artes coletivas como o teatro têm que dispensar para que o projeto saia do papel. A força criativa envolvida, a busca incansável pela perfeição. Mas, temos que avaliar analiticamente para podermos contribuir com a valorização dos espetáculos cênicos da cidade, do estado, do mundo. O texto Baile do Menino Deus, de Assis Lima e Ronaldo Correia de Brito, com sua trilha sonora original é um espetáculo à parte. Ele sozinho tocando e dois bonecos balançando já seria genial e bonito. Mas, um Auto de Natal tem e este teve atores, atrizes, dançarinos e outros artistas envolvidos. No de Camaragibe investiu-se nos artistas amadores, com alunos da Escola José Collier e outras crianças da cidade. Tudo bem, no entanto este material humano é mais, muito mais difícil de trabalhar por questões óbvias, tornando o trabalho mais desafiador para as pessoas envolvidas. Temos sempre que lembrar que o público que sai de sua casa, que deixa seus afazeres, que deixa de ganhar dinheiro, deixa de namorar, beber, amar, quer e merece ver o melhor espetáculo do mundo. E, convenhamos, não foi isto que aconteceu. A arte, geralmente, não é generosa com o amadorismo. Quanto à marcação, no início, observamos algumas inteligentes e que o público respondia com a catarse esperada e participativa da surpresa e do sorriso. Mas, do meio para o final foi empobrecendo e tornando lugar comum, causando tédio e marasmo na plateia. Alguns atores se destacaram com a qualidade idiossincrática de sua interpretação, a sua fé cênica, suas mugangas e experiências. Lembro-me de cabeça, o Mateus, que é de fora, mas tem uma boa voz, mesmo o trabalho sendo gravado, dá pra perceber que a bela voz utilizada é a sua. Tem uma performance descontraída, mas ainda tem alguns trejeitos de quem ainda não domina plenamente o seu corpo, um deles é fazer a posição de “L” com os dedos, repetidamente e ausência de uma maior ousadia. Porém, consegue passar um pouco da alegria do personagem. Ainda lembro o papel fundamental de Márcia, como a menina chata e birrenta que quer voltar pra casa, de Helena como Maria e de uma das meninas que tinha os cabelos presos como Chiquinha e foi o Anjo Bom, gostei de seu trabalho. Mas, faltaram coreografias, para um espetáculo que tem muitas músicas dançantes da cultura popular, isso é um elemento muito importante em cena. Poderiam ter colocado dançarinos e coreógrafos profissionais, alunos de dança, pessoal de quadrilha, enfim. O povo quer ver em cena, movimentos que não vê nem faz no dia-a-dia. Não pode ser de qualquer jeito. A maquiagem do Mateus não foi feita de forma profissional. Salpicaram um material barato, uma maquiagem, que creio não ser da marca Payot, a melhor que merecemos, de forma que os detalhes não ficaram claros, pareceu que pegou carvão e passou no rosto, como este o é de forma bruta e original do Cavalo-Marinho. Outra observação é para um ator iniciante que movimentou os elementos fantásticos e os bonecos, não deu a vida e energia necessária para estes. Até o tradicional Jaraguá não assustou nada e dançou pouco e ainda economizaram nas suas vestes lhes tirando a mandíbula e o pescoço. Quanto ao som, o volume estava incômodo, muito alto, causando desconforto para quem estava assistindo. As músicas excelentes, como disse, foram interrompidas com algumas falhas do som que estava também cortando. E ainda houve duas inserções extras ao álbum original, uma de abertura que caiu convenientemente ao contexto, e, outra que era um coco de embolada, que embora muito bonito e original falando dos mestres da cidade, ficou cansativa, por ser demorada e puxada apenas com voz e pandeiro, abrindo mão dos demais acompanhamentos de alfaia, ganzá, metais etc. A locutora e apresentadora do evento estava inspirada e entusiasmada com o evento que começou com um pastoril. Muito importante este tipo de evento acontecer, mas dá pra perceber, que a gestão valoriza pouco este tipo de atividade, pois colocou em apenas dois dias, em um único local. Não havendo nos diversos bairros da cidade. Camaragibe cresceu muito, não podemos retroagir e fazermos os eventos municipais de datas comemorativas em apenas uma localidade polarizada no centro, pois temos cidadãos ávidos de beleza artística em todo território municipal. Em tempos de outrora, havia um espetáculo circulante, onde era iniciado com um cortejo pelos bairros, um pastoril religioso, um profano, um bumba meu boi, o alto de natal, e a culminância com a banda municipal tocando músicas natalinas e dançantes com um maravilhoso show pirotécnico. Bom, mas cada um dá o que tem. E talvez na atual gestão, entendam a cultura como um favor que se dá a população. Um enfeite. Uma coisa interessante é que o Diretor do espetáculo natalino é o Diretor de Cultura da Fundação de Cultura. Para não dizer que é a raposa tomando conta do galinheiro, pois não sabemos das quantias envolvidas na montagem e sua destinação, vale frisar que não é função principal do gestor de cultura, realizar espetáculos. E sim, propiciar condições democráticas de sua viabilização. Hoje, nos municípios mais evoluídos, por meio de editais, onde os grupos mais estruturados e interessados são escolhidos de forma criteriosa e deveras profissional para, assim como a estrela que anunciou o nascimento do menino, brilhar esplendorosamente. No mais, Feliz Ano Novo para todos e todas e parabéns aos integrantes.

Por Magal Melo

Peça “O Brasil de Cuecas” ganha nova adaptação e é apresentada no Valdemar de Oliveira

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“Em ano de eleições o país fica só de roupa íntima para se exibir”. Não entendeu a frase? Bem. A partir de hoje entra em cartaz no Teatro Valdemar de Oliveira a peça “O Brasil de Cuecas” encenada pelo Grupo Teatral Arte e Sociedade (GRUTAS). Além dessa apresentação, outras duas acontecerão nos dias 22 e 29 de agosto – respectivamente – no mesmo local, sempre às 20h.

A história conta de maneira bem humorada e inusitada a vida de uma família pobre que sofre com o descaso do governo e é assediada por dois políticos corruptos. A trama é uma adaptação da peça, homônima, de Aziz Bajur – que já foi encenada em outros palcos do país.

Os Silva e Souza são um retrato de muitas outras famílias brasileiras. Isolina é dona de casa e responsável por cuidar de tudo e todos: marido desempregado, filho ambulante, pai inválido e avó esclerosada, além de ficar em um fogo cruzado entre sua família revoltada e políticos corruptos. Com base nisso, a trama começa a se desenrolar de maneira divertida – levando o público também a uma reflexão ao final da peça.

Os ingressos custam R$ 10,00 e estão à venda na bilheteria do teatro e no site http://bit.ly/obrasildecuecas.

 

Sobre o GRUTAS:

O grupo teatral GRUTAS surgiu em 2004, na Igreja Católica do Sagrado Coração de Jesus, localizada no município de Camaragibe. A idéia era reunir alguns amigos com um amor em comum: apaixonados pelas artes cênicas. Em 2006 estrearam no Espaço Teatro Camará o espetáculo “A Paixão de Cristo”. Ainda neste ano levaram ao público uma peça de cunho social chamada “Mulheres”, uma crítica forte à discriminação e ao preconceito contra as mulheres. Em 2007 exibiram a peça “A AURORA DA MINHA VIDA, que foi um verdadeiro sucesso. No ano de 2009, foi à vez de “Quadrilha, a peça”, uma comédia maravilhosa de Jomar Magalhães. A montagem rendeu ao grupo o direito de se exibir no aniversário de cem anos da Escola Técnica Federal de Pernambuco, agora IFPE. A repercussão foi tão grande que jornais, sites e o Bom Dia Pernambuco, da Globo, fizeram reportagens com o GRUTAS. Em 2011 “Tudo isto, e o céu também”, de Aziz Bajur, lotou o Teatro Valdemar de Oliveira em duas noites de muita alegria e risadas. Em quase 10 anos de vida, já passaram pelo GRUTAS mais de 30 atores e atrizes, além de aproximadamente 10 figurantes. Atualmente o grupo é composto por 11 membros, sendo 10 atores e 1 diretor.

 

Serviços:

Nome do Grupo: “Grupo Teatral Arte e Sociedade” – GRUTAS

Espetáculo: “O Brasil de Cuecas”

Teatro: Teatro Valdemar de Oliveira

Datas: 15/08, 22/08 e 29/08 (sextas-feiras)

Horário: 20h

Preço: R$ 10,00 (para todos)

Vendas de Ingressos: http://bit.ly/obrasildecuecas

Site do espetáculo: http://www.facebook.com/obrasildecuecas

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Projeto “Camaragibe, Redescobrindo sua História” #Gratuito

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Com patrocínio do FUNCULTURA, FUNDARPE, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco, Euclides Farias produtor, historiador e ator criou o projeto Camaragibe, Redescobrindo sua História.

O projeto vai realizar do 12 (doze) visitas guiadas sobre a história de Camaragibe, tendo como cenário seus patrimônios históricos: Engenho Camaragibe (Casarão de Maria Amazonas), Engenho Timbi, Fábrica de Tecidos, Repúblicas dos Solteiros, Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e o Convento das Carmelitas Descalças. Nestes espaços haverá palestras, exibição de vídeo e encenação de esquetes teatrais com a presença de atores que darão vida aos personagens mais importantes da história do município teatralizando momentos e fatos marcantes da história de Camaragibe.

Em Camaragibe encontramos os primeiros registros da época da colonização de Pernambuco, a vila operária mais antiga da América Latina e dois lindo e bem conservados Casarões pertencentes a época do ciclo da cana de açúcar: os casarões dos engenhos Camaragibe e Timbi.

Com intuito de resgatar a história de Camaragibe para a população de Pernambuco, e em especial os alunos das escolas estaduais e municipais da cidade o projeto fará 12 (doze) apresentações com seis esquetes teatrais que contarão a história: patrimonial, política, religiosa, cultural e empresarial da cidade de Camaragibe.

Toda a encenação tem a preocupação de enfatizar os patrimônios e suas histórias, sem perder a característica teatral, através de contações de histórias, trazendo um didatismo, beirando uma aula formal, a um platicismo espacial na busca de ocupação e desenhos cênicos, tendo na figura do ator peça imprescindível na quadrangulação do projeto: patrimônio-texto-ator-público.

Há o universo popular? Sim senhor! Tem realismo? É claro. E simbolismo? Com certeza.

Os esquetes vào resgatar, mostrar os principais ícones da história de Camaragibe: Dona Maria Amazonas (proprietária mais famosa do engenho Camaragibe), Senhor Carlos Alberto de Menezes (fundador da Fábrica de Tecidos), As freiras do Convento das Carmelitas Descalças, A judia Branca Dias (a primeira mulher mestre-escola do Brasil e a primeira dona do engenho Camaragibe).

OBS: Nas encenações dos esquetes teatrais, teremos a presença de um interprete de libras.

Serviço

I – Engenho Camaragibe
Local: Engenho Camaragibe/ Casarão de Maria Amazonas, AV: Belmino Correa de Araújo, s/n, Centro, Camaragibe-PE.
Dias | Datas: Terça e Quarta | 22 e 23 julho às 16h.
Entrada: Gratuita
Censura: Livre
Informações: 9536-4746/ 8444-0542/ 9866-7277

II – Engenho Timbi
Local: Engenho Timbi, Rua: Teixeira Soares, 119, Timbi, Camaragibe-PE
Dias | Datas: Terça e Quarta | 12 e 13 de agosto às 16h.
Censura: Livre
Entrada: Gratuita
Informações: 9536-4746 / 8444-0542 / 9866-7277

III – Convento das Carmelitas Descalças
Local: Convento das Carmelitas Descalças, AV: Belmino Correa de Araújo, s/n, Bairro Novo, Camaragibe-PE.
Dias | Datas: Terça e Quarta | 26 e 27 de agosto às 16h.
Censura: Livre
Entrada: Gratuita
Informações: 9536-4746 / 8444-0542 / 9866-7277

IV – Fábrica de Tecidos
local: Fabrica de Tecidos, Rua: Manoel Honorato da Costa, s/n, Vila da Fábrica, Camaragibe-PE
Dias | Datas: Terça e Quarta | 16 e 17 de setembro às 19h.
Censura: Livre
Entrada: Gratuita
Informações: 9536-4746 / 8444-0542 / 9866-7277

V – República dos Solteiros
Local: República dos Solteiros, AV: Dr. Pierre Collier, s/n, Vila da Fábrica, Camaragibe-PE
Dias | Datas: Terça e Quarta | 07 e 08 de outubro às 19h.
Entrada: Gratuita
Censura: Livre
Informações: 9536-4746 / 8444- 0542 / 9866-7277

VI – Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Local: Gruta Nossa Senhora de Lourdes, AV: Carlos Alberto de Menezes, s/n, Vila da Fábrica, Camaragibe-PE
Dias | Datas: Terça e Quarta | 28 e 29 de outubro às 19h.
Entrada: Gratuita
Censura: Livre
Informações: 9536-4746 / 8444-0542 / 9866-7277

Ficha Técnica
Elenco: Cláudia Alves, Diógenes Lima, Euclides Farias, Francis de Souza, Pedro Dias, e Rômulo Nascimento.
Produção e Monitoria de Visitação: Euclides Farias
Elaboração do Projeto e Assistente de Produção: Eliz Galvão
Facilitador das Oficinas sobre Camaragibe: Rivaldo Borba
Vídeo Institucional dos Patrimônios: Rubemar Graciano
Dramaturgia: Geraldo Cosmo
Encenação: Anderson Henry
Direção de Arte e Confecção de Figurinos: Francis de Souza
Fotografia e Filmagem: Clã de Comunicadores
Designer Gráfico: Rômulo Nascimento
Interprete de Libras: Irani Silva
Técnico de Apoio: Josinaldo Alves

Créditos: Pedro Dias
Foto: Eliz Galvão

http://www.vejadica.com/projeto-camaragibe-redescobrindo-sua-historia-gratuito/

Artista da Vez: Juvino Agner

O Artista da Vez é uma coluna do site Camaragibe da Vez que tem como intento divulgar os artistas de nossa região, seus trabalhos e sua trajetória, para que nossos leitores conheçam, acompanhem seu trabalho e respeitem cada vez mais.

Começaremos com o Juvino Agner, ator e produtor cultural, responsável pela Companhia Popular de Teatro de Camaragibe, nascido em 1972, em Bizarra, município de Bom Jardim, foi pra Vicência em 79, e pra Camaragibe em 89. Em 2013, participou do Filme o Som ao Redor, que foi indicado ao Oscar e em 2015 pretende se dedicar um pouco mais ao cinema.

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Juvino Agner no Camarim – 2012

Camaragibe da Vez: Como você começou a sua vida na arte?

Juvino Agner: Em 1996 ao assistir um espetáculo do grupo teatral risadinha de Camaragibe, em São Lourenço da Mata, o Espetáculo Nó de Quatro Pernas, me interessei pelo teatro. Em 1997 comecei um curso aqui na escola Carlos Frederico em Camaragibe de duração de um mês com Cindy Lauper, ator performático de Camaragibe.

C.D.V.: Quais foram os seus principais trabalhos?

J.A.: Torturas de um Coração, A Festa do Rei, O Beijo no Asfalto, Noite na Taverna, O Grande Mentecapto, Paixão de Cristo de Camaragibe e Íxion.

C.D.V.: Qual o trabalho que estás realizando atualmente?

J.A.: Acabei de concluir o sétimo ano da Paixão de Cristo de Camaragibe, Senhora de Engenho Entre a Cruz e a Torá, que em janeiro ganhou o prêmio de melhor espetáculo pelo júri popular, no Janeiro de Grandes Espetáculos e estamos na montagem de um espetáculo infantil, O Menino detrás das Nuvens.

C.D.V.: Quais as maiores dificuldades enfrentadas?

J.A.: A de sempre, apoio.

C.D.V.: Já percorreram outras cidades, estados, países, quais as impressões sobre a arte que você faz?

J. A.: Olha, agente viaja mais pra divulgar o espetáculo, mais as dificuldades são grandes, a produção local oferece hospedagem, alimentação e transporte.

C.D.V.: Soube que viajaram para um Festival de Teatro no Chile! Qual a sua percepção da diferença de visão quanto à arte teatral?

J.A.: Tem muita diferença não, arte é arte em qualquer lugar, as dificuldades são as mesmas. (risos)

C.D.V.: Quanto a sua família, como você se relaciona com ela e esta com o seu fazer cultural.

J.A.: A família é a base de tudo, me relaciono muito bem, ela não me acompanha no meu fazer artístico, mas sempre me deu o maior apoio.

C.D.V.: Quais são suas referências literárias?

J.A.: Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, José de Alencar, Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade e outros.

C.D.V.: Com relação à produção cultural, tem alguma novidade para 2014?

J. A.: Temos a temporada de Senhora de Engenho em abril e maio. No segundo semestre pretendo produzir um festival de teatro.

C.D.V.: Que mensagem você deixa para quem está querendo começar uma carreira teatral?

J.A.: Estudem muito e tenham responsabilidade, porque é uma área muito difícil.

C.D.V.: Obrigado, Juvino. A equipe do Camaragibe da Vez agradece.

 

* * * Entrevistado por Magal Melo, representando o Site Camaragibe da Vez, via facebook.

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Juvino Agner no Chile em 2013

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Foto de Pedro Portugal, Cia recebendo a premiação de Melhor Espetáculo pelo Júri Popular do Janeiro de Grandes Espetáculos. Na foto Euclides Farias, Claudia Joyce, Pedro Dias, Juvino Agner, Patrícia Assunção, David D’Lucard, Magno Casado, Geraldo Cosmo, Virgínia Grécia e Dul Santos.

A história de Camaragibe contada de graça nas ruas: conheça “Uma Jornada na Terra de Camarás”

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Espetáculo é fruto de projeto de pesquisa junto ao Funcultura-PE e está em sua segunda edição. Peça vai percorrer todo o município de Camaragibe com apresentações gratuitas

Três atores dão vida há mais de dez personagens, numa encenação repleta de ingredientes lúdicos e didáticos. Este é o conceito de “Uma Jornada na Terra de Camarás”, espetáculo que a partir de 02 de maio vai visitar diversas escolas e organizações sociais do município de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Doze apresentações serão realizadas, todas gratuitas, até 05 de junho de 2014.

Com texto e encenação de Anderson Abreu, e produção executiva de Eliz Galvão, o espetáculo narra a história de Cristiano Ronaldo e Maria Joaquina, dois viajantes que ao perderem o rumo da embarcação acabam atracando na Terra de Camarás. “Ali eles descobrem um local repleto de curiosidades e personagens fantásticos, desbravando e conhecendo a história de Camaragibe através do tempo, num passeio que vai do século XVI à contemporaneidade”, explica Eliz.

Os atores André Ramos, Múcio Eduardo e Sarah Coimbra dão vida aos diversos personagens.

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O resgate da linguagem do teatro de rua, além de influências do circo e do contar de histórias, são fortes características da peça. Nela os atores são narradores e se revezam, interpretando vários personagens e sendo eles mesmos em certos momentos.

 

HISTÓRIA E PESQUISA

De forma lúdica toda a história de Camaragibe é visitada, desde o século XVI com a construção do Engenho Camaragibe (um dos mais importantes da história de Pernambuco) até as transformações ambientais e sociais do século XXI.

Através de incentivo do Funcultura, do Governo de Pernambuco, foi possível realizar uma extensa pesquisa que incluiu leituras de textos sobre o município, entrevistas com moradores e realização de seminário com a equipe do projeto. “Também fizemos visitas in loco, quando percorremos as cinco regiões administrativas de Camaragibe e conhecemos os principais pontos turísticos e locais históricos”, descreve Eliz Galvão, A montagem e apresentação do espetáculo é a última etapa da pesquisa: “Nos baseamos nos dados colhidos, nosso dramaturgo e encenador, Anderson Abreu, criou o texto que iremos apresentar”, explica Eliz.

 

AGENDA

Doze apresentações gratuitas em escolas municipais e organizações comunitárias de Camaragibe serão realizadas, todas gratuitas. Priorizamos os espaços adequados para receber pessoas com mobilidade reduzida e deficiência motora e intelectual. Inclusive, duas apresentações contarão com interprete de libras para o público com deficiência auditiva “ diz Eliz.

Confira a agenda e visite uma das apresentações:

02/05 – pré-estreia hoje

Feira de Negócios do Artesanato de Camaragibe (Praça de Eventos – Vila da Fábrica) – 18h

06/05 (terça): Escola Municipal José Collier (Vila da Fábrica) – 19h

08/05 (quinta): Escola Municipal Ersina Lapenda (Aldeia) – 16h

14/05(quarta): Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo (Celeiro) 15h

27/05(terça): Escola Municipal Nossa Senhora do Carmo (16 e 19h).

28/05(quarta): Escola Municipal Maria Lúcia Guerra (Céu Azul) (16h) e Escola Municipal Santa Teresa (Céu Azul) (19h).

29/05 (quinta): Escola Municipal Imaculada Conceição (Bairro Novo) (16h e 19h).

03/06 (terça): Escola Municipal Manuel Chaves (Inabi) 16h e 19h

05/06 (quinta): Escola Municipal São Vicente de Paulo (Cosme e Damião) 16h.

 

CONTATOS

SITE: www.terradecamaras.com

FACEBOOK: https://www.facebook.com/terradecamaras

Fones: (081) 8727 8057 e (081) 9813 0124

A Cia Popular de Teatro de Camaragibe

No final da década de noventa em Camaragibe o movimento cultural toma um fôlego diferente e junto com o seu aquecimento, a cena teatral se amplia de uma maneira memorável. Existia uma Associação de Teatro de Camaragibe – ATECA, e ela congregava vários artistas em prol de realizar esta arte de forma livre e independente.
Juntamente com o Ator e Diretor Geraldo Cosmo na presidência, assumimos a direção da entidade que pouco arrecadava dos poucos grupos integrantes. Entre os vários grupos os que me vem na memória era O Corina Cadê Jazão, O Risadinha, A Cia Chaplin de Repertórios e outros que não recebiam qualquer apoio por parte dos governos. O gosto era fazer teatro. O auditório da Prefeitura de Camaragibe serviu de vários projetos e mostras. Como a MOTECA – Mostra de Teatro de Camaragibe, Todos Verão Teatro e Mostra Itinerante de Teatro.
Esta última era interessante, pois tinha o propósito de circular por toda cidade com a produção teatral do momento. E quem bancava? O próprio público. Pois os ingressos a preços acessíveis eram arrecadados e divididos entre os grupos e as associações que sediavam o evento. Genial e viável. Com direito a um pequeno debate no final e sorteio de brindes.
Já a MOTECA era mais grandiosa, pois tinha esta proposta. Desde sua divulgação que era feita por todos os integrantes que colaboravam. Lembremos, que naquele tempo não havia redes sociais. A maior divulgação era o boca-boca, programas de rádios da cidade e do centro, jornais, e panfletos. Uma vez o ator e diretor Alexsandro Alves, foi fazer uma divulgação com uma personagem feminina e por conta disto recebeu uma tomatada nas costas. Ele não ficou por baixo e disse, _ Joga o resto pra eu fazer uma salada! Risos por toda feira. Havia uma equipe para cada setor do evento. E o público do Timbi, ficou acostumado e toda semana me perguntava se haveria peça.
E fomos seguindo até conseguir maiores espaços como a retomada do Projeto Camará, que consistia em vários cursos de teatro ao mesmo tempo com a finalidade de se formar grupos e espetáculos. Deu certo, daquele projeto até hoje várias pessoas continuam na arte e vivendo delas profissionalmente.
Eu passei por vários grupos, no entanto sentia que poderia contribuir mais, e juntamente com alguns colegas, fundamos a Cia Popular de Teatro de Camaragibe. Cia esta que até hoje continua produzindo. No seu nome é interessante se registrar que apesar de gostarmos do teatro popular e regionalesco, mas não nos limitamos só nisso. O nome popular de fato tenta mencionar o educador Paulo Freire na questão educativa. E o nome na cidade no final é para levar o nome da terrinha por onde passarmos. Hoje o grupo tem tido bastante sucesso com o nosso amigo Juvino Agner a frente deste maravilhoso projeto com várias produções e muita coisa vem vindo por aí. Evoé!

Por Magal Melo