Chlorophylla planeja abrir 200 franquias no Nordeste

_MG_0008 copy

Marca se reposiciona no mercado com lançamentos de produtos, novo projeto de loja e inauguração de uma moderna fábrica em Gravatá

Com investimentos de R$ 20 milhões e prestes a inaugurar uma nova fábrica em Gravatá, Pernambuco, a Chlorophylla se reposiciona no mercado e planeja abrir 200 novas franquias no Nordeste até 2020. O Parque Industrial Chlorophylla em Gravatá está previsto para ser inaugurado oficialmente em julho e terá capacidade inicial de produzir 2,4 milhões de itens por ano. A localização privilegia a região Nordeste, garantindo maior eficiência logística e reduzindo custos com frete.

Marca de perfumaria e cosméticos com qualidade reconhecida nacionalmente, a Chlorophylla foi fundada em 1986, em Curitiba, no Paraná. Em 2013, a empresa passou a ter uma nova administração, a Dantas Soluções Empresariais, dando início a um reposicionamento no mercado.

Em 2014, uma moderna fábrica da Chlorophylla foi construída em Gravatá e foi elaborado um novo conceito para as lojas, que ficaram mais bonitas e atraentes. A marca também ganhou um novo slogan: “Mude seu dia”.

Com objetivo de atender a diversos públicos e se diferenciar do mercado, a Chlorophylla contempla quatro diferentes canais: franquias, multimarcas, venda direta e e-commerce. O portfólio traz produtos de perfumaria, cosméticos, cuidados pessoais e acessórios.

Na linha de perfumaria, o cliente tem opções de fragrâncias exclusivas e com personalidade, direcionadas para homens e mulheres de todas as idades, em todos os momentos. O segmento de cuidados corporais conta com sabonetes em barra, sabonetes líquidos, esfoliantes, desodorantes, linha masculina, loções hidratantes e muito mais. Necessaires personalizadas, sacolas e embalagens para presente completam o portfólio Chlorophylla.

Franquia é ótima opção para investimento

_MG_0092 copy

O ano de 2015 está sendo marcado pelo novo formato de franquia da Chlorophylla, que se tornou um grande atrativo para investidores. Entre as vantagens oferecidas estão: baixo investimento (cerca de R$ 200 mil), alta rentabilidade e lucratividade, garantindo um rápido retorno do capital investido, e apoio integral na implantação do negócio. O mercado de franquias no Nordeste está em plena expansão

Os dados são convidativos: o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, faturou no Brasil R$101 bilhões em 2014; o Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de itens de perfumaria e cosméticos, ficando atrás apenas da China e Estados Unidos; o mercado de perfumaria e cosméticos teve crescimento médio anual de 11,8% nos últimos cinco anos; excelentes praças disponíveis para abertura imediata; abertura de franquia é um negócio de baixo risco, com taxa de mortalidade em 2014, de 3,7%, segundo pesquisa realizada pela ABF (Associação Brasileira de Franquias).

Além disso, a Chlorophylla presta toda assistência ao franqueado, antes e após a inauguração da loja. Na pré-inauguração, a marca auxilia no estudo da viabilidade financeira, na escolha e negociação do ponto comercial, e na entrega de projetos arquitetônicos. Também dá treinamento inicial para franqueados, gerentes, vendedoras e sistema operacional, orientação no estoque inicial, orientações quanto à aquisição de equipamentos, utensílios e uniformes, e consultoria nas ações de marketing para inauguração.

Na pós-inauguração, os franqueados recebem orientação sobre gestão do negócio e ferramentas de suporte para acompanhamento dos resultados, treinamento e reciclagem, materiais promocionais e campanhas de marketing institucional, e orientação na definição de mídia local.

A atuação da Chlorophylla tem por base a sustentabilidade empresarial, rígidos controles de qualidade e busca constante por novas tendências e tecnologias. Todos os itens que levam a assinatura Chlorophylla são fabricados com matérias primas selecionadas e fornecedores de renome internacional. O objetivo da marca é transformar pequenos momentos do dia a dia em experiências sensoriais únicas.

_MG_0071 copy

Preconceito

Os jornais estão destacando, desde o fim do segundo turno, as manifestações de preconceito e ódio aos nordestinos com o resultado das eleições. As redes sociais só fazem amplificar essas vozes discriminatórias.

Ainda bem que as eleições acabaram – tivemos uma demonstração bárbara de intolerância e desrespeito à opinião diferente. Pior, vinda “dos dois lados”, independentemente de posição política ou favoritismo nas pesquisas. Os jornais, rádios e televisões registraram dezenas destes casos de intolerância, também amplificados pelas redes sociais.

No caso do preconceito contra os nordestinos, fico me perguntando: reproduzir comentários e imagens discriminatórias ajuda em alguma coisa? Não seria suficiente relatar os casos de intolerância, sem dar visibilidade justamente às mensagens que se quer combater? Fica a reflexão.

Por Claudio Ferreira

Educação preocupa

Divulgados recentemente pelo Ministério da Educação os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes ao ano passado. O Brasil registra avanços de qualidade nos primeiros anos do ensino fundamental. Mas não está conseguindo o mesmo desempenho no ensino médio.

Pernambuco destoa da maioria dos Estados – e para o bem. Entre 2011 e 2013, a nota do ensino médio no IDEB aumentou 16,1%. Foi o maior crescimento do país.

Mas não dá para deitar em berço esplêndido. O ensino como um todo ainda vai muito mal, apesar dos avanços. Os problemas vão da infraestrutura das escolas à valorização dos professores, passando pela violência que cerca as unidades de ensino.

Ainda é preciso repetir que só uma boa educação garante um futuro promissor para qualquer país?

Tragédia pernambucana

Desde a quarta-feira, dia 13/08, uma tragédia transformou Pernambuco no centro de notícias do país. A morte de Eduardo Campos, candidato à Presidência da República, fez emissoras de televisão e rádio, além de jornais impressos e na internet refazerem seus planos e deslocarem muitos profissionais de imprensa para Recife.

Todos oscilaram entre, de um lado, registrar a emoção de familiares, autoridades e do povo em geral; e, do outro, tentar especular como vai ficar a corrida presidencial daqui pra frente.

Quase todos acertaram no primeiro quesito. Quem arriscou mais, errou mais. A Globonews, por exemplo, passou boa parte do domingo ao vivo, registrando velório e enterro de Eduardo Campos. Derrapou algumas vezes, como quando o repórter comemorava o fato de ter “tocado o caixão” de uma das vítimas do acidente.

Ou quando o mesmo repórter cobria de perguntas a mãe desta mesma vítima, que já tinha avisado que estava com o “coração despedaçado”. Enfim, insistências típicas de uma cobertura ao vivo longa.

Aliás, as TVs deveriam colocar menos gente (repórteres, comentaristas, etc.) para falar e mostrar mais o que está acontecendo. Não é preciso tentar explicar tudo.

Jornais impressos levaram equipes grandes para a cobertura. As fotos deram a dimensão da comoção pernambucana e regional.

Passados velório e enterro, é a hora do segundo quesito.

 

Por Cláudio Ferreira

Estatísticas

Em tempos de eleições, os jornais se esmeram em fazer diagnósticos de vários setores da vida brasileira. Comparam números de vários estados, geralmente aqueles onde estão as sucursais dos jornais. A edição de O Globo deste domingo se debruçou sobre os índices da violência.

Pernambuco aparece como um dos estados onde a taxa de homicídios caiu. De acordo com o Mapa da Violência, a redução foi de 40 por cento. De terceiro estado mais violento do país, passou para o décimo lugar.

Segundo a reportagem, a diminuição dos índices ainda não foi suficiente para deixar a população tranquila. O jornal trouxe depoimentos de moradores de Santo Amaro (Recife) e Bonsucesso (Olinda). Gente que teve parentes assassinados, muitos por causa de envolvimento com o tráfico de drogas.

Estatísticas são apenas estatísticas. São médias numéricas, que nem sempre refletem a situação em todos os bairros, em todas as cidades, em todo o estado. É sempre bom ler os números com cuidado, venham de onde eles vierem.

Por Claudio Ferreira

Prédios frágeis

Reportagem do jornal O Globo do último domingo mostra uma situação alarmante: na Região Metropolitana do Recife, 4,4 mil prédios correm risco de desabamento.

O levantamento foi feito pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) em cinco municípios: Recife, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Olinda.  Segundo o estudo, 12 prédios já caíram nos últimos 20 anos na RMR, com um saldo de 37 mortos e cerca de 100 feridos.

A reportagem fala do último acidente, com um prédio em Boa Viagem. Neste caso, havia defeitos na base da construção e no material usado. Felizmente, o prédio já tinha sido desocupado e não houve vítimas.

Dois alertas devem ser feitos. Primeiro: reformas nos apartamentos sem a devida fiscalização podem aumentar as chances de acidentes deste tipo. Segundo: o poder público raramente consegue fiscalizar, de maneira eficiente, as construções. Então, cidadão, cuide do que é seu – o teto e as vidas da sua família – e repare sempre em falhas, rachaduras e outros sinais de que alguma coisa não vai bem.

Homenagens ao mestre

A morte de Ariano Suassuna, na semana passada, jogou muitas luzes sobre a riqueza da obra dele. Sites e primeiras páginas dos jornais impressos deram bastante destaque à notícia triste – será, pergunto eu, que ainda temos a cultura de valorizar mais as pessoas quando elas morrem?

Os mesmos jornais impressos reservaram muito espaço, no fim de semana, para analisar livros e peças e prestar a devida homenagem ao escritor. Uma análise me chamou atenção: a que lamenta por aqueles que, durante os 60 anos de carreira literária de Suassuna, o colocaram sempre como um “autor nordestino”, enfatizando o regionalismo da obra.

À primeira vista, parece uma valorização da cultura da região. Mas não é – acaba sendo uma prisão, uma maneira de rotular uma literatura que é admirada país afora e uma obra teatral montada por grupos de atores com diversos sotaques. Quem insiste em confinar um autor deste quilate somente à sua região está precisando de óculos de grau.

Fichas-sujas

Um levantamento feito pelo jornal O Globo junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que o Brasil tem cerca de 14 mil políticos e agentes públicos impedidos de disputar as eleições deste ano. São condenados pelos tribunais de Justiça, tanto por improbidade administrativa quanto pelos atos previstos na Lei da Ficha Limpa.

O jornal faz um gráfico mostrando quantos “fichas-sujas” existem em cada estado para cada 100 mil habitantes. O campeão é o meu cantinho aqui, o Distrito Federal. O que me chamou a atenção é que não há um estado do Nordeste entre os 10 primeiros colocados. O Rio Grande do Norte, primeiro estado da região no ranking, está em 11º lugar.

Há uma ressalva: os números menores em estados com população grande podem significar que há menos controle entre as instâncias jurídicas ou que alguns juízes não estão alimentando o cadastro nacional, o que não seria nada bom.

Pernambuco e Bahia, dois dos maiores estados do Nordeste, estão no último lugar da lista. Desta vez, no entanto, estar em último lugar é muito bom!

Por Cláudio Ferreira

Desenvolvimento

Os principais jornais do país repercutiram, no fim de semana passado, a pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) que mede o Índice de Desenvolvimento Municipal (IFDM). São analisadas três áreas: Educação, Saúde; e Emprego e Renda.

As desigualdades entre Sudeste-Sul e Norte-Nordeste ainda são evidentes. Os dez municípios com maior desenvolvimento estão no estado de São Paulo. Os dez piores estão nas regiões Norte e Nordeste.

Houve avanços, é verdade. Das 100 cidades que mais progrediram no índice, 83 estão no Norte e Nordeste. Mas nestas duas regiões, só há três municípios com alto desenvolvimento: Palmas, capital de Tocantins, na região Norte; e dois municípios do Ceará, Eusébio e Sobral, na região Nordeste.

Na reportagem de O Globo, por exemplo, uma especialista fala que, para diminuir esta disparidade, é preciso ter prioridade nas escolhas de onde gastar o dinheiro do orçamento e onde colocar os recursos humanos. Outro professor diz que investir na educação básica provoca mudanças também em outras áreas.

Para os pernambucanos, uma boa notícia: Jaboatão dos Guararapes é um município com índice de desenvolvimento moderado, uma raridade no estado e na região.

Santo de casa

Uma reportagem do jornal O Globo neste fim de semana, sem querer, trouxe muitos números sobre o Nordeste. O enfoque principal era a quantidade de moradores do Rio de Janeiro vindo de outros estados ou outros países.

Os dados do Anuário Estatístico do Estado do Rio, referente a 2013, que usa como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), revelam um pouco do movimento dos nordestinos pelo país e dos outros habitantes pelo Nordeste.

Pelos números divulgados, os paraibanos são o segundo maior grupo de migrantes no Rio de Janeiro: 343 mil pessoas, só perdendo para os mineiros (569 mil). A seguir vêm o Ceará (245 mil), o Espírito Santo (213 mil), Pernambuco (209 mil) e Bahia (200 mil).

Dá para perceber a força nordestina na segunda maior cidade do país? É por isso que a feira de São Cristóvão, famoso ponto de cultura do Nordeste encravado na área central do Rio, é tão popular.

Outra tabela feita a partir dos dados do IBGE chama a atenção. É a que mostra o percentual de moradores não naturais por estado. De onde eu escrevo – o Distrito Federal – é a unidade da federação que tem a porcentagem maior de “estrangeiros”: 49,6%, ou seja, quase metade da população, não nasceu aqui.

O dado curioso é que os percentuais mais baixos de pessoas não nascidas nos estados estão no Nordeste. Sergipe tem o índice mais alto, de 11,7% de “forasteiros”. Da região, seguem o Rio Grande do Norte (11%), Paraíba (9,6%), Piauí (8,8%), Maranhão (8,1%), Pernambuco (7,5%), Bahia (7%), Alagoas (6,6%) e Ceará (5%). Este último só perde, na tabela geral, para o Rio Grande do Sul (3,9%).

Em resumo: muitos nordestinos saem da sua terra, mas os estados do Nordeste têm, essencialmente, uma população que nasceu ali.

Por Cláudio Ferreira