Artista da Vez: Jatiassi Danillo

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O Artista da Vez é uma coluna do Blog Camaragibe da Vez que tem como intento divulgar os artistas de nossa região, seus trabalhos e sua trajetória, para que nossos leitores conheçam, acompanhem seu trabalho, os respeitem e os admirem cada vez mais. Conversaremos agora com Danillo Jatiassi ou Obá Púrpura (Obá = rei em yorubá), como também gosta de ser chamado. Cantor e compositor, jovem muito atuante na vida cultural de nossa cidade.

Camaragibe dá Vez: Na arte, de modo geral, o que você faz? Ou como você se define enquanto artista?

Danillo Jatiassi: Primeiro fico grato pelo convite para estar concedendo essa entrevista e parabenizo este veiculo que amplia nossa visibilidade como artista. Eu sou artista na essência de artista, já fiz teatro, dança, comunicação para rádio, dirigi programa de TV. Mas, hoje eu sou interprete, compositor e credito isso ao amor e dedicação que tenho na musica que é um meio divino de chegar às pessoas.

C.D.V. :  Quantos anos você tem e onde você nasceu?

D. : Tenho 26 anos de idade. Na mente, ainda sou um adolescente, pela rebeldia e uma criança no coração. Nasci em Recife, mas tudo que fiz de mais importante foi em Camaragibe.

C.D.V. :  Como você começou a sua vida na arte?

D. : Em minha vida comecei como artista porque me levavam para o teatro desde pequeno. Minha mãe atriz, um tio ator, os amigos dele eram, eu observava tudo aquilo com olhar grandioso, aquele que só as crianças possuem. Meu tio, Chiquinho Honorato, deu o estalo para me colocar numa abertura de uma peça de Joacy de Castro chamada Zé da Silva. Era sobre a temática do assalariado. Aos sete anos eu abria um espetáculo para duas mil pessoas na Universidade Rural, ao lado de minha mãe, Ilma de Oliveira e meu tio. Amei os aplausos, os elogios e na verdade, sinto que foi desperto uma pessoa que era um leão que estava escondido. Segui daqui ao teatro e aos poucos fui projetando por instinto outras artes. Sempre foi o instinto que me fez intuitivamente seguir. Tenho fé na vida e na arte é preciso sempre de três coisas. O amor, a fé e um leão querendo rugir o tempo inteiro.

C.D.V.:  Lembro muito bem. Era o Grupo Cultural Caráter Público. Onde também participei com Chiquinho e Ilma. Seu tio e sua mãe, respectivamente.

D.: Isso, você foi uma das pessoas que eu vi. Observei. Apesar de ser de pouca comunicação ainda. Mas, recordo que para os grupos artísticos não existiam editais e era tudo muito difícil para vocês ou, posso dizer, nós, porque eu também estava lá.

C.D.V.:  Danillo, você já participou de quais grupos ou bandas?

D. : Quanto as minhas participações, foram em grupos demais. Vou lembrar alguns pontuais. Grupo Caráter Público, como você, Magal. Em sequência, Os Nativos da Dança, Crianças Sem Limites. Trabalhei com moda o grupo Atitude Jovem por quatro anos. Fiz alguns programas na Rádio Camará FM. Na Rede Nova Nordeste. No Afoxé Olorun Aiyê, Banda Flutuar, Banda Exata. Fui do Viver a Cena em Recife. Acabei aqui de novo e daí acho que me minha melhor forma de me reencontrar foi no Grupo Afrogibe. Peço desculpas se não lembrei de alguns. Mas, é porque foram de fato muitos. Alguém ainda vive tentando se encontrar por aí. rsrsr.

C.D.V.:   Qual o trabalho que estás realizando atualmente?

D. : Meu maior tesouro atualmente chama-se Afrogibe. Sou vocalista. Temos uma química e estamos namorando há um tempo, rsrsr. Acredite, é uma paixão e eu tenho uma conclusão. São três anos tão telúricos que me ampliam o ser, o estar bem. Tem sido a menina dos meus olhos.

C.D.V.:   Fale-me mais do Afrogibe. O que é? Como começou? Por onde se apresenta?

D. : O Afrogibe surgiu do amor ao Samba-reggae, do amor e da liberdade dos tambores. Hoje dirigido por Joselito (presidente Jó), Tiago o vice, Felipe, Darling , Marcio e Lili. São pessoas que foram do Afro Camarás, viveram a efervescência , a luta e acredito que somos remanescentes disso. O que ainda amplia essa historia é exatamente quando o nosso primeiro vocalista foi o eterno Paulinho do Afro, antigo vocalista do Afro-Camarás, junto a Mirtes. Não posso mentir, não estive nesta construção, mas, sei da importância que teve. Paulinho esteve doente e precisavam de alguém para comungar com Mirtes no repertório. Eu tinha acabado de sair do Olorun que tinha sido encerrado o projeto por questões de agenda e acabei sendo convidado a um ensaio. Óbvio que me apaixonei pelo som do tambor que tem em mim as evocações de toda minha ancestralidade e que conta a historia de uma fé. O Afrogibe trata-se claramente de um grupo que não esqueceu como dizer que nossas raízes são extremamente amplas e célebres.

Os nossos ensaios hoje são abertos para ampliar a liberdade de quem quiser ser ou estar percussionista, pois, existe um projeto de oficina de percussão. A agenda é crescente e em cantos diversos, mas ainda sei que temos um longo caminho e também nos divulgamos em sambadas. Temos trabalhos ligados às escolas que ampliam o compromisso de manter o papel da busca da equidade racial e outras vertentes de debate desta era tão peçonhenta em tantos quesitos.

Os mestres Felipe e Márcio dão uma condução com liberdade artística onde sinto que podemos ter uma ampla visão pop e erudita do tambor. Afrogibe é um grito de socorro de nossos artistas para que se agrupe, se promovam, se ajudem. Mas, sobretudo sobrevivam para deixar para as próximas gerações espetáculos memoráveis. Nossos ensaios tem sido na Praça da Coimbral, aos sábados, onde aproveitamos a demanda (de arte, lazer, diversão?) e nos agrupamos a outros tantos movimentos e mobilizações libertárias.

C.D.V. :  Quais as maiores dificuldades enfrentadas?

D. : As de qualquer grupo cultural. Apoio estrutural, questões relativas ao reconhecimento dos poderes públicos. Eu tenho uma visão pessoal que o que nos limita artisticamente é justamente as pessoas acharem que artista é vagabundo e não precisa comer ou mesmo que é lindo. Mas, não é favorável como extensão para servir de projeto social e de ponte para transformação. Temos um bloco que sai anualmente que critica as formas como se vê como anarquistas, os movimentos sociais, mobilizadores, artistas e por fim, contra isso, homenageamos e celebramos as diferenças.

Nós sempre pensamos muito a frente e questionamos muitas vezes ser ruim ou não como entidade, o Centro de Cultura Afrogibe estar presente em diversas discussões públicas e culturais.  O que queremos é descaracterizar que nós somos apenas do carnaval. Somos da cultura e vibramos o ano inteiro.

C.D.V. :  Eu vi vocês se apresentando na Coimbral e confesso que fiquei extasiado com tanta energia. Ou melhor na Coimbral não, na Praça Francisco Honorato, que leva o nome do seu avô. Achei de uma criatividade utilizar aquele espaço para fins culturais.

D. : Isso é muito bom lembrar. Vovô era um político muito respeitado que acreditava na política cultural. É um sentimento amoroso imensurável estar ensaiando naquela praça com o nome dele.

C.D.V. :  Primeiro, porque seu avô foi reconhecido pelo Governo Federal como uma vítima da ditadura. Político este que além de tudo lutou pela criação do Município de Camaragibe. Além do que aquele local foi palco de memoráveis carnavais, festas juninas, apresentações musicais, e, atualmente está um pouco esquecido e ocioso. Creio que com o apoio da sociedade ali daria para ser um grande ponto cultural. Com mais luz, melhor som, outras iniciativas concomitantes. Sem falar que o local já dispõe de um aparato de lazer como quadra, bares e outras lojas.

D. : Sim, temos essa ligação histórica. Meu avô foi emancipador do município e um homem incrível. Sinto muito medo. Pois é uma carga muito grande criar uma história sem ter que citar a dele e ainda sim prevalecer. As pessoas que o conheceram falam com os olhos marejados sobre ele. Eu não o conheci, mas conheci-o pelo os olhos dos outros, e ainda sim, o amo muito.

C.D.V. :  Ouvi falar muito bem dele, de várias pessoas inclusive da boca de Minha bisavó, Dona Iaiá. Quais as expectativas com o novo governo municipal no campo da cultura?

D. : Não vejo a cultura dentro da política como bem vista. Somos escravos de nomes que não nos representam. A última gestão errou muito ou deu pouco cartaz a nomes como Anderson Neves. E tiveram que corrigir isso com a figura espetacular de Uel Silva que deixou um legado e esse sim teve mais liberdade.

Todavia, acredito que foi o acerto feito com o ex-prefeito. Tenho medo de uma coisa, não dos nomes da atual Fundação. Porque existem nomes excelentes e trabalhei outras prespectivas na área cultural com alguns quando era modelo e produtor de eventos, portanto o meu grande receio é que não se repita o mesmo que aconteceu com o Anderson. Tenho muito medo da falta de visão do atual gestor e não da Fundação. Porque esse tem nome para trabalhar. Mas, se não tiverem liberdade para construir com a população vai ser mais crítico do que em outras gestões. Espero que os mesmos entendam que não existe nenhuma resistência de minha parte. Mas, vi pouca evolução nos sentidos sociais da política cultural e quero deixar claro que essa é uma opinião só minha e não do Afrogibe. Tem sido muito crítico o que tenho visto. Pouca ordem na nossa pasta e nós como articuladores culturais só servimos para momentos eleitorais de dois em dois anos e isso é caótico. Espero que dê super certo porque Camaragibe precisa reconhecer nossos valores. Minha gente clama por isso e eu também.

C.D.V. :  Hoje observo que o Conselho de Cultura, que por sinal ajudei a criar o primeiro, está bastante fortalecido. Creio que isso vai dar uma ótima contribuição. Mas, voltando à musicalidade, quais são as maiores influências da banda?

D. : As influências são as dos tradicionais grupos: Olodum, Timbalada, Afro Camarás, e vejo muito forte neles também a Nação Zumbi. Enfim, eles hoje vivenciam isso de uma maneira muito ampla. Eu sempre fui pop. Curto Anita, Zélia Duncan, Baker and Zedd. Eu me sinto livre. Eu me permito escutar até o que não gosto para fazer uma avaliação. Mas, no meu tempo e da minha forma, óbvio. Inspiro-me em artista que ninguém me relacionaria com eles como o Prince e o Jorge Vercillo, Bethânia e Madonna. Não consigo deixar de ser um camaleão. Pois, gosto de vestir, cantar e dizer sobre minha liberdade de inspiração. Ando escutando muito o Phill Veras, Albino Baru, daqui de Camaragibe, e por fim, digo que voltei para a Baby do Brasil que influenciou esse carnaval do nosso Afrogibe. Minhas experiências escutando reflete muito em nossas apresentações, graças à liberdade que os meninos me dão. No nosso show rola hoje de Nação Zumbi, Clara Nunes, Anitta, Ludmilla e Daniella Mercury. Tá bom. Quer mais? Isso é a prova de que somos diversos.

C.D.V. :  Sobre o desfile do Carnaval, já tem dia? Como o povo poderá participar?

D. : A data não foi definida ainda. É sempre mais em cima que eles resolvem. Repassarei para o blog. Faço ainda um convite para o que acontece antes do nosso desfile. Que é todo sábado à noite na praça que também é de onde esse ano sairá, na Praça Francisco Honorato, popularmente chamada por Coimbral. Temos um tema que é contemplar Camaragibe. Nosso Tema é: “Afrogibe e todas as suas formas telúricas”.

C.D.V. :  Que mensagem você deixa para quem está querendo começar uma carreira musical?

D. : Não busque apenas o dinheiro. A arte é para sempre. Saiba que o dinheiro vem com esforço e às vezes por outro meio. Nossos artistas tem que ser uma ponte para reflexão social, existencial e pública. Somos elos com o divino o tempo inteiro. Pois, tocamos o outro através da emoção. Não devemos desistir. Não é fácil e se reinventar faz parte do esquema seja ele qual for. Artista tem que ser reflexo do seu público direto. Qual o seu e qual quer ter daqui a alguns anos? Que as forças do universo providenciem boas vibrações astrais para nós.

C.D.V. : Obrigado, Danillo, a equipe do Camaragibe dá Vez agradece.

* * * Entrevistado por Magal Melo, representando o Blog Camaragibe dá Vez, via facebook

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Artista da Vez: Albino Baru

O Artista da Vez é uma coluna do Blog Camaragibe da Vez que tem como intento divulgar os artistas de nossa região, seus trabalhos e sua trajetória, para que nossos leitores conheçam, acompanhem seu trabalho, os respeitem e os admirem cada vez mais.

Conversaremos agora com Wanderson Albino da silva, o Albino Baru, músico, compositor e baterista que se auto define com um louco consciente, completamente apaixonado por arte, música e vida. Atualmente integra o grupo musical Projeto Armazém como compositor e baterista.

Ele que tem 28 anos, nascido em Paudalho, mas, desde que tinha quatro anos, sua família veio morar em Aldeia, bairro de Camaragibe-PE. Considera-se camaragibense. Um orgulho e inspiração para todos nós.

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Albino Baru

Camaragibe da Vez: Como você começou a sua vida na arte?

Albino Baru:  Desde muito novo eu já pegava as panelas da minha mãe para fazer barulho. Acredito que os irmãos da minha mãe (meus tios) foram a primeira influência. Eles tocavam pé-de-serra, lembro que mesmo muito pequeno aquilo tudo já me enchia os olhos. Aos 12 anos entrei na igreja católica no intuito de ter um contato mais próximo com os instrumentos. E foi lá, junto com meu irmão, onde aprendi os primeiros acordes e a tocar bateria.

C.D.V.:  Albino, você já participou de quais grupos ou bandas?

Albino Baru: Sou compositor, baterista e integrante do Projeto Armazém. Ajudei a criar também o Forró Dabbia, nome que é uma homenagem ao meu tio Dabbia, o qual me ensinou tocar zabumba quando ainda criança.

C.D.V.: Qual o trabalho que estás realizando atualmente?

Albino Baru: Gravei O disco da banda Vosmeseis aqui de Camaragibe. Toco Bateria. Toco na banda Nara onde também sou participante. E agora estou trabalhando em um disco autoral e estou terminando o meu primeiro clipe solo.

C.D.V.: Quais as maiores dificuldades enfrentadas?

Albino Baru: Na música ou no trabalho solo?

C.D.V.: No fazer musical.

Albino Baru: Eu acredito que quando se sabe o que realmente quer devemos lutar pelo que acreditamos e queremos de verdade, é tudo prazeroso. Se não se tem espaço, se cria, se inventa. Com alguns amigos, criamos o Som que Sai na Quinta. (Evento semanal que acontecia no Gruta’s Bar, na Vila da Fábrica em Camaragibe). Evento este que iniciei com outros músicos e intelectuais principalmente, pra tocar sempre. Acredito que dificuldades existem sempre em qualquer setor e é bem pior quando não se sabe o que se quer de verdade. As pessoas são acomodadas.

C.D.V.: Recentemente houve o episódio do fechamento do Gruta’s Bar para algumas atividades em cumprimento de exigências das autoridades. Podes falar sobre o assunto? Para quem não conhece, o local cedia o espaço para manifestações culturais importantes para Cidade. Como anteriormente a Sambada da Laia, depois, Som que sai da Gruta, o Som que sai da Quinta, etc.

Albino Baru: Morei só um tempo e o Gruta’s Bar, além de ser o local que mais me apresentei na minha vida, foi minha segunda casa, minha segunda família. Eu prezo pelo bem da família. Porém existem forças que não podemos vencer e bater de frente. É falta de inteligência, pelo o bem estar da família, aceitar talvez seja mais sano. Dentro da correria de viver tocando, faculdades e tudo mais… Estamos estudando outras possibilidades de continuarmos propagando cultura, coisa que está, se não morta, quase morta nesta cidade. Eu sinto muito por Camaragibe.

C.D.V.: Recentemente o Projeto Armazém se apresentou no Programa Interativo. Como vocês estão percebendo aceitação por parte do público deste novo trabalho?

Albino Baru: É incrível como uma coisa leva a outra. Interativo é fruto do Som que Sai na Quinta, do Gruta’s Bar, através do Som que Sai na Quinta, uma cantora e produtora, de nome Sabine, se encantou por nosso trabalho e vem apostando nele. O Projeto Armazém já tem cinco anos, foi segundo lugar no PREAMP que é um projeto da AMP, Articulação Musical Pernambucana, show no Piauí, show no Paraná (Londrina), Festival de Inverno de Garanhuns, sempre tocamos no carnaval do Recife. Mas televisão abrange mais as coisas. Nosso povo, os amigos, sente-se representado. Mesmo ainda sendo pouco pra o queremos alcançar, já é motivo de sorrisos e abraços de parabéns. Ontem mesmo tomando uma breja (cerveja), nos botecos daqui de camará sentimos isso. Estamos felizes! E mais motivados.

C.D.V.: Uma novidade será a apresentação de vocês no Guaiamum Treloso Rural que se dará no próximo dia 23 de janeiro, na Fazenda Bem-Te-Vi em Aldeia, Camaragibe–PE, até com atrações nacionais, como Cidade Negra e Otto. Conte-nos um pouco sobre isto. Como surgiu o convite?

Albino Baru: É incrível, meus amigos! Outro fruto do Som que Sai na quinta! Gruta Bar. O Som que Sai na Quinta, no Gruta’s Bar, estava ficando conhecido em todo Recife e através de um tributo que fiz com meu projeto autoral onde faço cover de Raul Seixas, tive a honra de receber como convidado Felipe Cabral, produtor do Guaiamum, tivemos a oportunidade de mostrar nosso trabalho de perto depois que voltamos de Londrina, ele me convidou para uma reunião, onde surgiu o convite.

 C.D.V.: Quais são as influências da banda?

Música brasileira! Brega raiz, rock, música alternativa. Novos Baianos, Jackson do Pandeiro, o Rei Rossi, o próprio Otto, Lirinha… A música pernambucana entre outros.

C.D.V.: Mestre Ambrósio, Siba…?

Albino Baru: Sim. Até porque a formação do Forró Dabbia é a mesma do Armazém. O Rei Lula. Pé de Serra, Baião, são ramificações. Tudo isso se encontra no Armazém.

C.D.V.: Fale-me sobre o Aqui só Entra Mulher…

Albino Baru: O aqui só entra mulher é um bloco… Onde nos vestimos de mulher para festejar e tocar o carnaval. Mais um movimento sem quase nada de apoio. É mais uma resistência (Usina Coletivo) músicos de Camaragibe fazendo sua própria festa.

C.D.V.: E acontecerá no próximo dia 30 de janeiro iniciando às16 horas, na sede da ASMUCA – Associação dos Músicos de Camaragibe no Alto da Boa Vista. Que mensagem você deixa para quem está querendo começar uma carreira musical?

Albino Baru: É lutando pelo que acreditamos que se tem a certeza do que realmente queremos pra vida. Se for música que você quer… faça valer a pena! Estude se esforce e o tempo que for preciso nunca será tempo perdido.

C.D.V.: Obrigado, Albino. A equipe do Blog Camaragibe da Vez agradece.

Albino Baru: Valeu, gratidão.

* * * Entrevistado por Magal Melo, representando o Blog Camaragibe da Vez, via facebook, no dia 20/01/2016.

Albino Baru e grupo

Albino Baru e grupo

Projeto Armazém

Projeto Armazém

Projeto Armazém no Programa Interativo

Projeto Armazém no Programa Interativo

Artista da Vez: Juvino Agner

O Artista da Vez é uma coluna do site Camaragibe da Vez que tem como intento divulgar os artistas de nossa região, seus trabalhos e sua trajetória, para que nossos leitores conheçam, acompanhem seu trabalho e respeitem cada vez mais.

Começaremos com o Juvino Agner, ator e produtor cultural, responsável pela Companhia Popular de Teatro de Camaragibe, nascido em 1972, em Bizarra, município de Bom Jardim, foi pra Vicência em 79, e pra Camaragibe em 89. Em 2013, participou do Filme o Som ao Redor, que foi indicado ao Oscar e em 2015 pretende se dedicar um pouco mais ao cinema.

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Juvino Agner no Camarim – 2012

Camaragibe da Vez: Como você começou a sua vida na arte?

Juvino Agner: Em 1996 ao assistir um espetáculo do grupo teatral risadinha de Camaragibe, em São Lourenço da Mata, o Espetáculo Nó de Quatro Pernas, me interessei pelo teatro. Em 1997 comecei um curso aqui na escola Carlos Frederico em Camaragibe de duração de um mês com Cindy Lauper, ator performático de Camaragibe.

C.D.V.: Quais foram os seus principais trabalhos?

J.A.: Torturas de um Coração, A Festa do Rei, O Beijo no Asfalto, Noite na Taverna, O Grande Mentecapto, Paixão de Cristo de Camaragibe e Íxion.

C.D.V.: Qual o trabalho que estás realizando atualmente?

J.A.: Acabei de concluir o sétimo ano da Paixão de Cristo de Camaragibe, Senhora de Engenho Entre a Cruz e a Torá, que em janeiro ganhou o prêmio de melhor espetáculo pelo júri popular, no Janeiro de Grandes Espetáculos e estamos na montagem de um espetáculo infantil, O Menino detrás das Nuvens.

C.D.V.: Quais as maiores dificuldades enfrentadas?

J.A.: A de sempre, apoio.

C.D.V.: Já percorreram outras cidades, estados, países, quais as impressões sobre a arte que você faz?

J. A.: Olha, agente viaja mais pra divulgar o espetáculo, mais as dificuldades são grandes, a produção local oferece hospedagem, alimentação e transporte.

C.D.V.: Soube que viajaram para um Festival de Teatro no Chile! Qual a sua percepção da diferença de visão quanto à arte teatral?

J.A.: Tem muita diferença não, arte é arte em qualquer lugar, as dificuldades são as mesmas. (risos)

C.D.V.: Quanto a sua família, como você se relaciona com ela e esta com o seu fazer cultural.

J.A.: A família é a base de tudo, me relaciono muito bem, ela não me acompanha no meu fazer artístico, mas sempre me deu o maior apoio.

C.D.V.: Quais são suas referências literárias?

J.A.: Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, José de Alencar, Castro Alves, Carlos Drummond de Andrade e outros.

C.D.V.: Com relação à produção cultural, tem alguma novidade para 2014?

J. A.: Temos a temporada de Senhora de Engenho em abril e maio. No segundo semestre pretendo produzir um festival de teatro.

C.D.V.: Que mensagem você deixa para quem está querendo começar uma carreira teatral?

J.A.: Estudem muito e tenham responsabilidade, porque é uma área muito difícil.

C.D.V.: Obrigado, Juvino. A equipe do Camaragibe da Vez agradece.

 

* * * Entrevistado por Magal Melo, representando o Site Camaragibe da Vez, via facebook.

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Juvino Agner no Chile em 2013

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Foto de Pedro Portugal, Cia recebendo a premiação de Melhor Espetáculo pelo Júri Popular do Janeiro de Grandes Espetáculos. Na foto Euclides Farias, Claudia Joyce, Pedro Dias, Juvino Agner, Patrícia Assunção, David D’Lucard, Magno Casado, Geraldo Cosmo, Virgínia Grécia e Dul Santos.

2014 promete muito assunto bacana aqui no Blog Camaragibe dá Vez

Começamos o ano com várias novidades em nosso conjunto de colunas do Blog Camaragibe dá Vez.

Infelizmente, deixaremos de publicar as colunas de Elba Ravane (IGUALDADE.COM) que por falta de tempo devido aos compromissos profissionais, não poderá continuar postando no blog; além da coluna de Murilo Gun (É HORA DE DAR RISADA) que está sendo encerrada pelo blog. Agradecemos aos dois pela dedicação e apoio ao nosso blog durante este ano de 2013.

Mas, notícias boas temos várias, a primeira é que as colunas NORDESTE VISTO DE LONGE, quinzenal, de Cláudio Ferreira; É SÓ UMA OPINIÃO, semanal, de Jamesson Vieira; CRÔNICAS DA CIDADE, semanal, de Magal Melo; e, LETRAS CAMARÁ, semanal, de Roberto Penides; continuarão no ar neste ano de 2014!!!

Além disso, nossa segunda novidade são nossos dois novos colunistas que engradecem nosso leque de colunistas do blog:

  • Gleyci Kelli, turismóloga pela UFPE, começa a escrever a coluna quinzenal PAPO DE MULHER. “A coluna Papo de Mulher tem por objetivo tratar de assuntos de interesse do público feminino, tais como moda, beleza, cuidados com a saúde, posição feminina na sociedade, dentre outros. Papos para informar, debater, refletir!”
  • Adriano Simplício, administrador e consultor em transportes, começa a escrever a coluna quinzenal NOSSA MOBILIDADE URBANA. “A nossa luta é sempre buscar por uma cidade com uma melhor qualidade de vida, onde objetivamos construir um transporte justo, disciplinado, não poluente, e com a população se deslocando com uma maior fluidez e menor estresse, de forma rápida e segura, seja qual for o meio utilizado e o local escolhido, sem buracos ou qualquer tipo de obstáculos. É sobre isso que vamos tratar em nossa coluna.”

Nosso editor e colunista Paulo Oliveira, e nossos colunistas Jamesson Vieira e Magal Melo assumem novas colunas, além das que já escrevem:

  • Paulo Oliveira deixa de escrever a coluna RÁPIDAS PINCELADAS e passa a escrever a coluna semanal ESPAÇO POLÍTICO. “Tudo na política influencia a nossa vida, devemos, portanto, discuti-la. Não apenas sobre a política camaragibense, mas também, sobre a política estadual e nacional. Estamos todos vivendo num espaço político!”.
  • Paulo Oliveira escreverá também a nova coluna semanal CAMARÁ NA COPA. “Camaragibe não poderia ficar distante das notícias internacionais sobre a Copa do Mundo. Aqui falaremos de esporte, da preparação das seleções e da copa em si, durante sua realização. Vamos botar esta pelota pra rolar!”
  • Jamesson Vieira, além de sua coluna É SÓ UMA OPINIÃO, começa a escrever a coluna quinzenal MÚSICA DE IMPROVISO. “A música é capaz de moldar os comportamentos, ditar tendências e até mesmo definir estilos de uma sociedade. Seja na base do arranjo, do planejamento – ou mesmo na raiz do improviso – o fato é que esse conjunto de melodias mexe com nossas emoções e atitudes. E é com o intuito de discutir esses movimentos que a coluna MÚSICA DE IMPROVISO se apresenta no pedaço!”
  • Magal Melo, além da sua coluna CRÔNICAS DA CIDADE, assume a nova coluna  mensal ARTISTA DA VEZ. “O artista da vez é um espaço para divulgarmos nossos artistas, seus talentos, suas obras, seu tempo de arte, seus novos trabalhos e seus contatos.

Conheça mais sobre nossos colunistas:

ADRIANO SIMPLÍCIO, CLÁUDIO FERREIRA, GLEYCI KELLI, JAMESSON VIEIRA, MAGAL MELO, PAULO OLIVEIRA, ROBERTO PENIDES.

Esperamos que cada vez mais, nosso blog esteja atendendo os desejos de nossos leitores, e cada vez mais, satisfazendo cada um de vocês. 2014 promete aqui no Blog Camaragibe dá Vez!!!

Por Paulo Oliveira

Editor do Blog