Homenagem ao Boi Alvirrubro, na Vila da Fábrica, marca o encerramento da primeira edição do Fusca Cultural

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O evento aconteceu na noite do último sábado (18 de março), ao lado da Fundação de Cultura de Camaragibe e público presente testemunhou uma verdadeira confraternização de agremiações. Além disso, pode vivenciar um momento histórico, com a apresentação conjunta dos Bois Alvirrubro, Rubro-Negro e Camarás. FOTOS: Juliana Ribeiro

O ritual, mais uma vez, se repetiu: o fim de um ciclo chegou. Mas quem sabe para dar início a uma nova história? Porém, certamente, o que se sabe de verdade, é que o sentimento de dever cumprido há de permanecer em nossas memórias para sempre. Pois bem, estamos falando do Projeto “Fusca Cultural”.

Ao longo de oito meses, o Fusca levou para diversos bairros de Camaragibe o que há de mais encantador na história de um povo: a exaltação da sua cultura. E na noite do último sábado – 18 de março – não foi diferente.

A população da Vila da Fábrica recebeu o último evento da primeira edição do “Fusca Cultural”. A cerimônia homenageou, desta vez, a agremiação carnavalesca “Boi Alvirrubro” e aconteceu em um lugar de grande importância para a história de Camaragibe: ao lado da Fundação de Cultura da Cidade.

Como já é de costume, além dos moradores da área, visitantes de outras localidades – tanto do município como de cidades vizinhas, estiveram presentes – tornando ainda mais especial a festa. A criançada, novamente, abrilhantou um evento do Projeto, com toda sua empolgação.

O produtor, Paulo Oliveira, no início da festa e durante toda a noite – aproveitou para agradecer cada um dos parceiros – que ao longo de todos esses meses – ajudaram a tornar o Fusca um verdadeiro sucesso. Várias entidades e pessoas foram lembradas e citadas.

Iniciando as apresentações, pela terceira vez participando de um evento do Projeto, o Grupo de Dança “As Ousadas”, do Ponto de Cultura e Centro Comunitário “Vivendo e Aprendendo”, formado por mulheres com idades que variam de 30 a 70 anos, realizou mais uma linda e empolgante exibição – deixando o público muito vibrante com tudo que estava assistindo. Como se sabe, o grupo já existe há 03 anos e possui no repertório apresentações de pastoril, dança da fita e dança dos arcos.

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Ao final, uma das participantes agradeceu o espaço cedido, no evento, e também convidou a população – para quem tivesse interesse – a participar do Grupo. Logo após, foi a vez do Boi Camarás colocar o público para dançar com sua apresentação. Depois, o Boi Rubro-Negro, também conhecido como Boi de Dora, levou as pessoas ao delírio e ao encantamento – com sua exibição.

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Dando continuidade ao evento, foi exibido para a comunidade um vídeo contanto um pouco da história das manifestações culturais escolhidas pelo Projeto e também da agremiação homenageada. Várias pessoas ficaram emocionadas.

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Ao final, os produtores do Projeto – Paulo Oliveira e Messias Lima – entregaram uma placa de reconhecimento à importância da agremiação “Boi Alvirrubro” para a cultura de Camaragibe, a seu presidente – ao Senhor José Lima (Mais conhecido como Seu Dudé), que aproveitou o momento e fez um discurso de agradecimento ao “Fusca Cultural”, bastante emocionante. Depois do momento cerimonioso, o “Boi Alvirrubro”, fez um desfile empolgante e cativou a todos os presentes.

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Em seguida, um encontro de estandartes – com os presidentes de algumas das agremiações homenageadas no Projeto – roubou a cena. O momento reservou para a ocasião um belíssimo instante de agradecimento ao “Fusca Cultural” e de enaltecimento a cultura de Camaragibe. Além disso, a Federação das Agremiações Carnavalescas de Camaragibe (FACC) foi homenageada, por conta do seu aniversário.

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Passado esses agradecimentos – um momento histórico ficou como registro da noite: os três bois (Boi Alvirrubro, Boi Rubro-Negro e Boi Camarás) fizeram uma belíssima exibição para o público, deixando todo mundo encantado – sobretudo a produção do evento.

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Além dessas apresentações, o bairro pode cantar e dançar ao som do grupo “Nação Camará” e para finalizar com chave de ouro, foi a vez do internacionalmente conhecido, Seu Zeca do Rolete agitar a noite.

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Da união de uma grande produção, de uma programação de qualidade e da participação de todo mundo que acompanhou o Projeto, o “Fusca Cultural” vai chegando ao fim com a nobre sensação de dever cumprido e, mais que isso, de que o povo de Camaragibe é realmente rico de cultura e sabe como ninguém exaltar as tradições da sua gente.

Como já foi dito em outras situações, a valorização da cultura carnavalesca se faz imprescindível, é importante dizer que ela se torna a produção de um espaço democrático de entretenimento – que a comunidade não só pode ter acesso assistindo, como também participando diretamente da construção cultural de seu bairro.

O Projeto “Fusca Cultural” provou isso – além de resgatar a história cultural da cidade, pode também levar aos mais diversos bairros um propósito de resgate da participação das comunidades na cultura de Camaragibe e, também, para uma posterior criação de novos foliões, que manterão viva a tradição do município.

Sobre o “Fusca Cultural”:

O Projeto conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura. Os eventos são realizados gratuitamente nas comunidades em que os grupos de cultura popular estão inseridos, oferecendo acessibilidade a todos, pois estão sendo realizados ao ar livre, em ruas de fácil acesso das localidades, proporcionando, assim, também, a formação de novas plateias, que ainda não conhecem o trabalho das agremiações.

Ao todo serão realizados oito eventos com frequência mensal. Em cada mês, um grupo de cultura popular será homenageado em sua própria comunidade. Para homenagear esta manifestação, outro grupo de cultura popular tradicional de outro bairro do município será convidado a se apresentar e entregar uma placa em reconhecimento à importância cultural da agremiação homenageada para a cidade.

O primeiro evento do Projeto “Fusca Cultural”, aconteceu no dia 20 de agosto, na Praça do Açude Timbi, em Timbi – onde os moradores da região e visitantes puderam acompanhar a belíssima homenagem feita a Agremiação Carnavalesca – “Boi Rubro-Negro” – também conhecida como “Boi de Dora”.

O segundo foi realizado no dia 10 de setembro, em Santa Mônica e homenageou a agremiação carnavalesca “Urso Mimoso”. Já o terceiro evento aconteceu no dia 08 de outubro no bairro de Santa Terezinha e fez homenagem a agremiação carnavalesca “A Boneca do Boy”.

O quarto evento, aconteceu no Centro de Camaragibe, no último dia 12 de novembro e o a grande homenageada da vez, foi a tradicionalíssima agremiação carnavalesca Bloco Lírico Amantes das Flores. Já no dia 10 de dezembro, o bairro de Céu Azul testemunhou a quinta cerimônia do Projeto, que homenageou o Maracatu Cambinda Dourada.

O sexto evento do “Fusca Cultural”, que aconteceu no último dia 14 de janeiro, ocorreu no Alto Santo Antônio e homenageou a “Tribo Tupy Guarani de Camaragibe”. A cerimônia, contou com apresentações do Grupo de Dança “As Ousadas”, do Ponto de Cultura e Centro Comunitário “Vivendo e Aprendendo”, pela segunda vez consecutiva em uma realização do Projeto; da agremiação “Boi Rubro-Negro”; de uma Orquestra de Frevo; do “Grupo Coco Catucá” e do “Trio Pé de Serra Moinho D’Água”.

O sétimo evento do Projeto Fusca Cultural aconteceu na noite do último dia 11 de fevereiro, que realizou uma cerimônia de homenagem à agremiação carnavalesca “Boi Camarás”, no Alberto Maia – mais especificamente na Rua Getúlio Vargas. A manifestação carnavalesca “Boneca do Boy” pediu passagem e foi responsável pela apresentação de homenagem ao “Boi Camarás” – dando início a festa. Em seguida, o Grupo Coco do Ilê e Grupo Percussivo Tambores do Ilê fizeram uma apresentação conjunta, tocando e cantando os mais variados ritmos, como afoxé, coco, samba, ciranda, samba reggae, maracatu e manguebeat. Por fim foi à vez da Orquestra de Frevo 100% Camará se apresentar, fechando, assim, o evento.

Vila da Fábrica receberá o último evento do “Fusca Cultural”, no próximo sábado (18), em homenagem ao Boi Alvirrubro

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A oitava cerimônia, que tem incentivo do Funcultura, promete ser uma grande festa – pois além das atrações artísticas como o Maracatu Cambinda Dourada, Nação Camará e Mestre Zeca do Rolete – a ocasião vai contar com um belíssimo encontro de estandartes de todas as agremiações que participaram do Projeto.

Nem todo encerramento pode ser considerado um ponto final de uma história. Às vezes o “final” é apenas um momento de interrupção, para celebrar o sucesso de instantes inesquecíveis.

É apegado a essa ideia que no próximo sábado, 18 de março, o “Fusca Cultural” realiza o último evento desta primeira edição do Projeto – que será em homenagem a agremiação carnavalesca “Boi Alvirrubro” – na Vila da Fábrica (ao lado do prédio da Fundação de Cultura de Camaragibe), a partir das 20h.

A oitava cerimônia promete ser uma grande festa – pois além das apresentações das atrações artísticas, como o Maracatu Cambinda Dourada, Nação Camará e Mestre Zeca do Rolete – a ocasião vai contar com um belíssimo encontro de estandartes de todas as agremiações que participaram do Projeto.

Além disso, na ocasião – o “Fusca Cultural” terá a honra e a satisfação de celebrar e valorizar os prêmios que algumas agremiações participantes do Projeto venceram, este ano, no Carnaval do Recife – como o Urso Mimoso e o Bloco Lírico Amantes das Flores. Portanto, a noite será um momento de muita confraternização e celebração – como forma de demonstrar a importância dessas agremiações – não só para a cultura de Camaragibe, mas também de todo o Estado.

O Projeto Fusca Cultural, de maneira inclusiva, busca através dos seus eventos promover uma atenção toda especial às pessoas com deficiência e portadoras de necessidades especiais, além de estimular a participação das mesmas nas cerimônias – fazendo com que elas possam conhecer um pouco mais da cultura do município. Além de espaços acessíveis, um tradutor de libras fará parte da festa – com o intuito de torná-la ainda mais democrática para toda população.

Como se sabe, o Projeto tem como objetivo realizar eventos visando agraciar grupos populares do município, promovendo, assim, um intercâmbio cultural, o resgate e a preservação da memória destas manifestações e das comunidades nas quais estão inseridas em Camaragibe.

Sobre o “Fusca Cultural”:

O Projeto conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura. Os eventos são realizados gratuitamente nas comunidades em que os grupos de cultura popular estão inseridos, oferecendo acessibilidade a todos, pois estão sendo realizados ao ar livre, em ruas de fácil acesso das localidades, proporcionando, assim, também, a formação de novas plateias, que ainda não conhecem o trabalho das agremiações.

Ao todo serão realizados oito eventos com frequência mensal. Em cada mês, um grupo de cultura popular será homenageado em sua própria comunidade. Para homenagear esta manifestação, outro grupo de cultura popular tradicional de outro bairro do município será convidado a se apresentar e entregar uma placa em reconhecimento à importância cultural da agremiação homenageada para a cidade.

O primeiro evento do Projeto “Fusca Cultural”, aconteceu no dia 20 de agosto, na Praça do Açude Timbi, em Timbi – onde os moradores da região e visitantes puderam acompanhar a belíssima homenagem feita a Agremiação Carnavalesca – “Boi Rubro-Negro” – também conhecida como “Boi de Dora”.

O segundo foi realizado no dia 10 de setembro, em Santa Mônica e homenageou a agremiação carnavalesca “Urso Mimoso”. Já o terceiro evento aconteceu no dia 08 de outubro no bairro de Santa Terezinha e fez homenagem a agremiação carnavalesca “A Boneca do Boy”.

O quarto evento, aconteceu no Centro de Camaragibe, no último dia 12 de novembro e o a grande homenageada da vez, foi a tradicionalíssima agremiação carnavalesca Bloco Lírico Amantes das Flores. Já no dia 10 de dezembro, o bairro de Céu Azul testemunhou a quinta cerimônia do Projeto, que homenageou o Maracatu Cambinda Dourada.

O sexto evento do “Fusca Cultural”, que aconteceu no último dia 14 de janeiro, ocorreu no Alto Santo Antônio e homenageou a “Tribo Tupy Guarani de Camaragibe”. A cerimônia, contou com apresentações do Grupo de Dança “As Ousadas”, do Ponto de Cultura e Centro Comunitário “Vivendo e Aprendendo”, pela segunda vez consecutiva em uma realização do Projeto; da agremiação “Boi Rubro-Negro”; de uma Orquestra de Frevo; do “Grupo Coco Catucá” e do “Trio Pé de Serra Moinho D’Água”.

O sétimo evento do Projeto Fusca Cultural aconteceu na noite do último dia 11 de fevereiro, que realizou uma cerimônia de homenagem à agremiação carnavalesca “Boi Camarás”, no Alberto Maia – mais especificamente na Rua Getúlio Vargas. A manifestação carnavalesca “Boneca do Boy” pediu passagem e foi responsável pela apresentação de homenagem ao “Boi Camarás” – dando início a festa. Em seguida, o Grupo Coco do Ilê e Grupo Percussivo Tambores do Ilê fizeram uma apresentação conjunta, tocando e cantando os mais variados ritmos, como afoxé, coco, samba, ciranda, samba reggae, maracatu e manguebeat. Por fim foi à vez da Orquestra de Frevo 100% Camará se apresentar, fechando, assim, o evento.

Serviço:

Data: 18/03/2017;

Hora: A partir das 20h;

Local: Vila da Fábrica – Rua Getúlio Vargas (Próximo à Padaria Nossa Senhora do Carmo);

Agremiação Homenageada: “Boi Alvirrubro”;

Agremiação que irá se apresentar e homenagear o “Boi Alvirrubro”: “Maracatu Cambinda Dourada”;

Outras atrações: “Nação Camará”; “Mestre Zeca do Rolete” e “Encontro de Estandartes”

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Carnaval de Camaragibe investe na multiculturalidade

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Almir Rouche, Homem da Meia Noite, Amantes das Flores de Camaragibe e Siba estão entre as atrações do palco principal

Através da Fundação de Cultura, a Prefeitura Municipal de Camaragibe fechou a programação completa do carnaval no município focada na multiculturalidade, com os blocos de rua e shows de diversos estilos musicais no palco principal. Para apoiar os maracatus, caboclinhos e demais troças locais, a Prefeitura Municipal firmou convênio com a Federação das Agremiações Carnavalescas de Camaragibe (FACC). Com esse apoio, mais de 50 agremiações irão animar as festas nas ruas da cidade, em especial na Avenida Dr. Pierre Colier, Vila da Fábrica. Este ano, os artistas homenageados serão a presidente do bloco Boi Camarás, Eliane Medeiros, e a FACC.

O palco principal, localizado na Vila da Fábrica, vai receber na noite de abertura o bloco lírico Amantes das Flores de Camaragibe, as atrações locais Olhos Aquáticos e Orquestra Backstage, selecionadas via convocatória oficial da Fundação de Cultura, a banda Boneca de Feira e o cantor Marrom Brasileiro. Logo após, sobe ao palco o bloco do Homem da Meia-Noite, Patrimônio Vivo de Pernambuco. Famoso pelas ruas de Olinda, o boneco místico é símbolo importante nos festejos de Momo do Estado. Além dele, o agito do palco principal vai contar com o talento do homenageado do carnaval do Recife, Almir Rouche. Conhecido por cantar músicas como “Galo, eu te amo”, “Ai que calor”, “A vida inteira te amar”, Almir sobe ao palco à meia-noite, nos primeiros minutos do Sábado de Zé Pereira, para abrir oficialmente o Carnaval na cidade.

No sábado, a noite inicia com Café Plural, Griô, Banda Pau e Corda e Siba com seu show “De Baile Solto”. O destaque fica com a apresentação do cantor, músico e compositor pernambucano Silvério Pessoa. Além dele, o polo vai receber o som do “Original Olinda Style — frevo no punk, Caribe no mangue”, com show da banda Eddie, que apresenta o repertório do seu último disco intitulado “Morte e Vida”.

Seguindo a programação, no domingo (26) sobe ao palco a agremiação carnavalesca Boi Camarás, a cantora Karina Buhr e o samba de Gerlane Lops e Patusco, renomado por animar as ladeiras de Olinda. Além dela, também participa da festa a banda Forró Santa Dose, com Nanara Belo no vocal, A Cocada e Anjo Azul. Na segunda-feira (27), quem estiver brincando carnaval na cidade vai curtir a mistura de ritmos com Rafa Emery, Novinho da Paraíba, Letto do Cavaco, as bandas Café Preto e Axé Camaleão, a Escola de Samba Galeria do Ritmo e o Forró Pegado.

Será na terça-feira que o polo principal vai abranger show para o público infantil. Comandado por Mundo Bita, febre entre as crianças na internet, a apresentação deve iniciar mais cedo, a partir das 15h. Para fechar a comemoração da festa momesca com chave de ouro, Beto Hortis, filho de Camaragibe, vai se apresentar às 18h, sendo seguido por Forró do Firma e o ritmo do brega com Musa.

Além do palco principal, a cidade terá polos comunitários espalhados pelos bairros de Tabatinga, Timbi, Céu Azul, Vera Cruz e Alberto Maia.

Confira abaixo a programação completa do palco principal:

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Confira abaixo a programação completa dos pólos comunitários:
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Artista da Vez: Jatiassi Danillo

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O Artista da Vez é uma coluna do Blog Camaragibe da Vez que tem como intento divulgar os artistas de nossa região, seus trabalhos e sua trajetória, para que nossos leitores conheçam, acompanhem seu trabalho, os respeitem e os admirem cada vez mais. Conversaremos agora com Danillo Jatiassi ou Obá Púrpura (Obá = rei em yorubá), como também gosta de ser chamado. Cantor e compositor, jovem muito atuante na vida cultural de nossa cidade.

Camaragibe dá Vez: Na arte, de modo geral, o que você faz? Ou como você se define enquanto artista?

Danillo Jatiassi: Primeiro fico grato pelo convite para estar concedendo essa entrevista e parabenizo este veiculo que amplia nossa visibilidade como artista. Eu sou artista na essência de artista, já fiz teatro, dança, comunicação para rádio, dirigi programa de TV. Mas, hoje eu sou interprete, compositor e credito isso ao amor e dedicação que tenho na musica que é um meio divino de chegar às pessoas.

C.D.V. :  Quantos anos você tem e onde você nasceu?

D. : Tenho 26 anos de idade. Na mente, ainda sou um adolescente, pela rebeldia e uma criança no coração. Nasci em Recife, mas tudo que fiz de mais importante foi em Camaragibe.

C.D.V. :  Como você começou a sua vida na arte?

D. : Em minha vida comecei como artista porque me levavam para o teatro desde pequeno. Minha mãe atriz, um tio ator, os amigos dele eram, eu observava tudo aquilo com olhar grandioso, aquele que só as crianças possuem. Meu tio, Chiquinho Honorato, deu o estalo para me colocar numa abertura de uma peça de Joacy de Castro chamada Zé da Silva. Era sobre a temática do assalariado. Aos sete anos eu abria um espetáculo para duas mil pessoas na Universidade Rural, ao lado de minha mãe, Ilma de Oliveira e meu tio. Amei os aplausos, os elogios e na verdade, sinto que foi desperto uma pessoa que era um leão que estava escondido. Segui daqui ao teatro e aos poucos fui projetando por instinto outras artes. Sempre foi o instinto que me fez intuitivamente seguir. Tenho fé na vida e na arte é preciso sempre de três coisas. O amor, a fé e um leão querendo rugir o tempo inteiro.

C.D.V.:  Lembro muito bem. Era o Grupo Cultural Caráter Público. Onde também participei com Chiquinho e Ilma. Seu tio e sua mãe, respectivamente.

D.: Isso, você foi uma das pessoas que eu vi. Observei. Apesar de ser de pouca comunicação ainda. Mas, recordo que para os grupos artísticos não existiam editais e era tudo muito difícil para vocês ou, posso dizer, nós, porque eu também estava lá.

C.D.V.:  Danillo, você já participou de quais grupos ou bandas?

D. : Quanto as minhas participações, foram em grupos demais. Vou lembrar alguns pontuais. Grupo Caráter Público, como você, Magal. Em sequência, Os Nativos da Dança, Crianças Sem Limites. Trabalhei com moda o grupo Atitude Jovem por quatro anos. Fiz alguns programas na Rádio Camará FM. Na Rede Nova Nordeste. No Afoxé Olorun Aiyê, Banda Flutuar, Banda Exata. Fui do Viver a Cena em Recife. Acabei aqui de novo e daí acho que me minha melhor forma de me reencontrar foi no Grupo Afrogibe. Peço desculpas se não lembrei de alguns. Mas, é porque foram de fato muitos. Alguém ainda vive tentando se encontrar por aí. rsrsr.

C.D.V.:   Qual o trabalho que estás realizando atualmente?

D. : Meu maior tesouro atualmente chama-se Afrogibe. Sou vocalista. Temos uma química e estamos namorando há um tempo, rsrsr. Acredite, é uma paixão e eu tenho uma conclusão. São três anos tão telúricos que me ampliam o ser, o estar bem. Tem sido a menina dos meus olhos.

C.D.V.:   Fale-me mais do Afrogibe. O que é? Como começou? Por onde se apresenta?

D. : O Afrogibe surgiu do amor ao Samba-reggae, do amor e da liberdade dos tambores. Hoje dirigido por Joselito (presidente Jó), Tiago o vice, Felipe, Darling , Marcio e Lili. São pessoas que foram do Afro Camarás, viveram a efervescência , a luta e acredito que somos remanescentes disso. O que ainda amplia essa historia é exatamente quando o nosso primeiro vocalista foi o eterno Paulinho do Afro, antigo vocalista do Afro-Camarás, junto a Mirtes. Não posso mentir, não estive nesta construção, mas, sei da importância que teve. Paulinho esteve doente e precisavam de alguém para comungar com Mirtes no repertório. Eu tinha acabado de sair do Olorun que tinha sido encerrado o projeto por questões de agenda e acabei sendo convidado a um ensaio. Óbvio que me apaixonei pelo som do tambor que tem em mim as evocações de toda minha ancestralidade e que conta a historia de uma fé. O Afrogibe trata-se claramente de um grupo que não esqueceu como dizer que nossas raízes são extremamente amplas e célebres.

Os nossos ensaios hoje são abertos para ampliar a liberdade de quem quiser ser ou estar percussionista, pois, existe um projeto de oficina de percussão. A agenda é crescente e em cantos diversos, mas ainda sei que temos um longo caminho e também nos divulgamos em sambadas. Temos trabalhos ligados às escolas que ampliam o compromisso de manter o papel da busca da equidade racial e outras vertentes de debate desta era tão peçonhenta em tantos quesitos.

Os mestres Felipe e Márcio dão uma condução com liberdade artística onde sinto que podemos ter uma ampla visão pop e erudita do tambor. Afrogibe é um grito de socorro de nossos artistas para que se agrupe, se promovam, se ajudem. Mas, sobretudo sobrevivam para deixar para as próximas gerações espetáculos memoráveis. Nossos ensaios tem sido na Praça da Coimbral, aos sábados, onde aproveitamos a demanda (de arte, lazer, diversão?) e nos agrupamos a outros tantos movimentos e mobilizações libertárias.

C.D.V. :  Quais as maiores dificuldades enfrentadas?

D. : As de qualquer grupo cultural. Apoio estrutural, questões relativas ao reconhecimento dos poderes públicos. Eu tenho uma visão pessoal que o que nos limita artisticamente é justamente as pessoas acharem que artista é vagabundo e não precisa comer ou mesmo que é lindo. Mas, não é favorável como extensão para servir de projeto social e de ponte para transformação. Temos um bloco que sai anualmente que critica as formas como se vê como anarquistas, os movimentos sociais, mobilizadores, artistas e por fim, contra isso, homenageamos e celebramos as diferenças.

Nós sempre pensamos muito a frente e questionamos muitas vezes ser ruim ou não como entidade, o Centro de Cultura Afrogibe estar presente em diversas discussões públicas e culturais.  O que queremos é descaracterizar que nós somos apenas do carnaval. Somos da cultura e vibramos o ano inteiro.

C.D.V. :  Eu vi vocês se apresentando na Coimbral e confesso que fiquei extasiado com tanta energia. Ou melhor na Coimbral não, na Praça Francisco Honorato, que leva o nome do seu avô. Achei de uma criatividade utilizar aquele espaço para fins culturais.

D. : Isso é muito bom lembrar. Vovô era um político muito respeitado que acreditava na política cultural. É um sentimento amoroso imensurável estar ensaiando naquela praça com o nome dele.

C.D.V. :  Primeiro, porque seu avô foi reconhecido pelo Governo Federal como uma vítima da ditadura. Político este que além de tudo lutou pela criação do Município de Camaragibe. Além do que aquele local foi palco de memoráveis carnavais, festas juninas, apresentações musicais, e, atualmente está um pouco esquecido e ocioso. Creio que com o apoio da sociedade ali daria para ser um grande ponto cultural. Com mais luz, melhor som, outras iniciativas concomitantes. Sem falar que o local já dispõe de um aparato de lazer como quadra, bares e outras lojas.

D. : Sim, temos essa ligação histórica. Meu avô foi emancipador do município e um homem incrível. Sinto muito medo. Pois é uma carga muito grande criar uma história sem ter que citar a dele e ainda sim prevalecer. As pessoas que o conheceram falam com os olhos marejados sobre ele. Eu não o conheci, mas conheci-o pelo os olhos dos outros, e ainda sim, o amo muito.

C.D.V. :  Ouvi falar muito bem dele, de várias pessoas inclusive da boca de Minha bisavó, Dona Iaiá. Quais as expectativas com o novo governo municipal no campo da cultura?

D. : Não vejo a cultura dentro da política como bem vista. Somos escravos de nomes que não nos representam. A última gestão errou muito ou deu pouco cartaz a nomes como Anderson Neves. E tiveram que corrigir isso com a figura espetacular de Uel Silva que deixou um legado e esse sim teve mais liberdade.

Todavia, acredito que foi o acerto feito com o ex-prefeito. Tenho medo de uma coisa, não dos nomes da atual Fundação. Porque existem nomes excelentes e trabalhei outras prespectivas na área cultural com alguns quando era modelo e produtor de eventos, portanto o meu grande receio é que não se repita o mesmo que aconteceu com o Anderson. Tenho muito medo da falta de visão do atual gestor e não da Fundação. Porque esse tem nome para trabalhar. Mas, se não tiverem liberdade para construir com a população vai ser mais crítico do que em outras gestões. Espero que os mesmos entendam que não existe nenhuma resistência de minha parte. Mas, vi pouca evolução nos sentidos sociais da política cultural e quero deixar claro que essa é uma opinião só minha e não do Afrogibe. Tem sido muito crítico o que tenho visto. Pouca ordem na nossa pasta e nós como articuladores culturais só servimos para momentos eleitorais de dois em dois anos e isso é caótico. Espero que dê super certo porque Camaragibe precisa reconhecer nossos valores. Minha gente clama por isso e eu também.

C.D.V. :  Hoje observo que o Conselho de Cultura, que por sinal ajudei a criar o primeiro, está bastante fortalecido. Creio que isso vai dar uma ótima contribuição. Mas, voltando à musicalidade, quais são as maiores influências da banda?

D. : As influências são as dos tradicionais grupos: Olodum, Timbalada, Afro Camarás, e vejo muito forte neles também a Nação Zumbi. Enfim, eles hoje vivenciam isso de uma maneira muito ampla. Eu sempre fui pop. Curto Anita, Zélia Duncan, Baker and Zedd. Eu me sinto livre. Eu me permito escutar até o que não gosto para fazer uma avaliação. Mas, no meu tempo e da minha forma, óbvio. Inspiro-me em artista que ninguém me relacionaria com eles como o Prince e o Jorge Vercillo, Bethânia e Madonna. Não consigo deixar de ser um camaleão. Pois, gosto de vestir, cantar e dizer sobre minha liberdade de inspiração. Ando escutando muito o Phill Veras, Albino Baru, daqui de Camaragibe, e por fim, digo que voltei para a Baby do Brasil que influenciou esse carnaval do nosso Afrogibe. Minhas experiências escutando reflete muito em nossas apresentações, graças à liberdade que os meninos me dão. No nosso show rola hoje de Nação Zumbi, Clara Nunes, Anitta, Ludmilla e Daniella Mercury. Tá bom. Quer mais? Isso é a prova de que somos diversos.

C.D.V. :  Sobre o desfile do Carnaval, já tem dia? Como o povo poderá participar?

D. : A data não foi definida ainda. É sempre mais em cima que eles resolvem. Repassarei para o blog. Faço ainda um convite para o que acontece antes do nosso desfile. Que é todo sábado à noite na praça que também é de onde esse ano sairá, na Praça Francisco Honorato, popularmente chamada por Coimbral. Temos um tema que é contemplar Camaragibe. Nosso Tema é: “Afrogibe e todas as suas formas telúricas”.

C.D.V. :  Que mensagem você deixa para quem está querendo começar uma carreira musical?

D. : Não busque apenas o dinheiro. A arte é para sempre. Saiba que o dinheiro vem com esforço e às vezes por outro meio. Nossos artistas tem que ser uma ponte para reflexão social, existencial e pública. Somos elos com o divino o tempo inteiro. Pois, tocamos o outro através da emoção. Não devemos desistir. Não é fácil e se reinventar faz parte do esquema seja ele qual for. Artista tem que ser reflexo do seu público direto. Qual o seu e qual quer ter daqui a alguns anos? Que as forças do universo providenciem boas vibrações astrais para nós.

C.D.V. : Obrigado, Danillo, a equipe do Camaragibe dá Vez agradece.

* * * Entrevistado por Magal Melo, representando o Blog Camaragibe dá Vez, via facebook

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Moradores de Alberto Maia vivem noite de confraternização e folia no penúltimo evento do Fusca Cultural

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A sétima cerimônia do Projeto, que realizou uma belíssima homenagem ao Boi Camarás, foi uma verdadeira prévia de carnaval, regada por um clima de mobilização, orgulho, interação e, principalmente, amor às tradições culturais da Cidade.

Engana-se quem pensa que o sucesso de um projeto como o “Fusca Cultural” está somente atrelado a produção do seu evento. É obvio que uma cerimônia bem planejada e organizada remete a esta sensação de triunfo – mas é fundamental destacar que sem a população dos bairros envolvidos, nada disso teria sido ainda mais belo e encantador.

Por isso, é de extrema importância exaltar a beleza de festa que foi a sétima e penúltima cerimônia do Projeto. Evento, este, que aconteceu no bairro do Alberto Maia – na Rua Getúlio Vargas e fez uma belíssima homenagem à agremiação carnavalesca “Boi Camarás”.

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Desde as primeiras horas da noite, o clima de confraternização entre os moradores já poderia ser sentido. Enquanto os últimos detalhes estavam sendo organizados, os participantes da agremiação “Boneca do Boy” batucavam, como uma espécie de esquenta, para mobilizar ainda mais o público da região.

E como já tem sido habitual, o público presente nas cerimônias do Projeto deu um verdadeiro show. Os moradores do bairro, além de adquirirem mais conhecimento sobre a cultura local, puderam testemunhar um clima de muita boa convivência e festividade a todo instante da celebração. A criançada, novamente, abrilhantou, mais um evento – dançando e cantando as músicas tocadas, assim como várias famílias, fizeram a festa ficar ainda mais bonita.

Como destacou o Produtor, Paulo Oliveira, o carnaval se aproxima, mas quem vem acompanhando o “Fusca” já está vivendo o carnaval e a cultura camaragibense desde o mês de agosto quando o Projeto teve início.

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E passado este momento de preparação, a manifestação carnavalesca “Boneca do Boy” pediu passagem e começou seu show de apresentação. O público foi ao delírio, cantando e dançando junto com os participantes da agremiação.

 

Continuando, foi exibido para a comunidade um vídeo contanto um pouco da história das manifestações culturais escolhidas pelo Projeto e também da agremiação homenageada. Logo após, um dos produtores do Projeto – Paulo Oliveira – entregou uma placa de reconhecimento à importância da agremiação “Boi Camarás” para a cultura de Camaragibe, a sua presidente – a Senhora Eliane Medeiros, que aproveitou o momento e fez um discurso de agradecimento ao “Fusca Cultural”. Além disso, o presidente da “Boneca do Boy” – Sr. Gilberto da Paz – fez um depoimento de agradecimento e parabenização: ao Projeto e também a Senhora Eliane.

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A homenageada do Carnaval de Camaragibe 2017, a Dona Eliane ainda aproveitou a oportunidade para reforçar a importância do “Fusca Cultural”. Segundo ela, o Projeto poderia se tornar permanente pela importância que ele tem e pelo que tem proporcionado para a cidade e para as agremiações de Camaragibe.

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Depois deste momento cerimonioso, a comunidade foi ao delírio com a chegada do “Boi Camarás”, que fez um desfile empolgante e levou a população a extravasar toda a sua alegria. Com toda a sua irreverência, a agremiação fez com que crianças e adultos dançassem e cantassem suas canções.

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Em seguida, o Grupo Coco do Ilê e Grupo Percussivo Tambores do Ilê fizeram uma apresentação conjunta, que, simplesmente, deixou toda a população vibrante: tocando e cantando os mais variados ritmos, como afoxé, coco, samba, ciranda, samba reggae, maracatu e manguebeat.

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Ao final da apresentação em parceria, o Grupo Coco do Ilê seguiu fazendo a festa do evento e no fim da exibição ainda promoveu uma roda de capoeira – onde crianças e adultos, que apenas assistiam a cerimônia, puderam participar.

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Logo após, para levantar a multidão foi à vez da Orquestra de Frevo 100% Camará se apresentar, finalizando, assim, o evento.

“Este Projeto trouxe ainda mais brilho para nosso bairro, a gente nem se incomoda de ir dormir tarde – porque a festa é tão bonita e tão cheia de amigos, que mais parece uma confraternização da nossa rua”, disse Dona Nete, moradora da localidade.

O “Fusca Cultural” provou, com este evento, a importância do envolvimento da população e ratificou que graças ao público o Projeto se torna ainda mais forte e, principalmente, ele também passa a ser parte integrante da própria história da Cidade – cumprindo seu papel de agente de resgate e disseminação da cultura popular, da mais estimada qualidade possível.

Sobre o “Fusca Cultural”:

O Projeto conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura. Os eventos são realizados gratuitamente nas comunidades em que os grupos de cultura popular estão inseridos, oferecendo acessibilidade a todos, pois estão sendo realizados ao ar livre, em ruas de fácil acesso das localidades, proporcionando, assim, também, a formação de novas plateias, que ainda não conhecem o trabalho das agremiações.

Ao todo serão realizados oito eventos com frequência mensal. Em cada mês, um grupo de cultura popular será homenageado em sua própria comunidade. Para homenagear esta manifestação, outro grupo de cultura popular tradicional de outro bairro do município será convidado a se apresentar e entregar uma placa em reconhecimento à importância cultural da agremiação homenageada para a cidade.

O primeiro evento do Projeto “Fusca Cultural”, aconteceu no dia 20 de agosto, na Praça do Açude Timbi, em Timbi – onde os moradores da região e visitantes puderam acompanhar a belíssima homenagem feita a Agremiação Carnavalesca – “Boi Rubro-Negro” – também conhecida como “Boi de Dora”.

O segundo foi realizado no dia 10 de setembro, em Santa Mônica e homenageou a agremiação carnavalesca “Urso Mimoso”. Já o terceiro evento aconteceu no dia 08 de outubro no bairro de Santa Terezinha e fez homenagem a agremiação carnavalesca “A Boneca do Boy”.

O quarto evento, aconteceu no Centro de Camaragibe, no último dia 12 de novembro e o a grande homenageada da vez, foi a tradicionalíssima agremiação carnavalesca Bloco Lírico Amantes das Flores. Já no dia 10 de dezembro, o bairro de Céu Azul testemunhou a quinta cerimônia do Projeto, que homenageou o Maracatu Cambinda Dourada.

O sexto evento do “Fusca Cultural”, que aconteceu no último dia 14 de janeiro, ocorreu no Alto Santo Antônio e homenageou a “Tribo Tupy Guarani de Camaragibe”. A cerimônia, contou com apresentações do Grupo de Dança “As Ousadas”, do Ponto de Cultura e Centro Comunitário “Vivendo e Aprendendo”, pela segunda vez consecutiva em uma realização do Projeto; da agremiação “Boi Rubro-Negro”; de uma Orquestra de Frevo; do “Grupo Coco Catucá” e do “Trio Pé de Serra Moinho D’Água”.

“Fusca Cultural” realiza neste sábado (11) homenagem ao Boi Camarás, no bairro do Alberto Maia

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A sétima cerimônia do Projeto, que tem incentivo do Funcultura, contará com exibições do bloco carnavalesco “A Boneca do Boy”, da Orquestra 100% Camará e com uma apresentação conjunta do Grupo Coco do Ilê e do Grupo Percussivo Tambores do Ilê.

O clima de carnaval já está no ar, prévias e mais prévias agitam todo o Estado de Pernambuco. E seguindo esta atmosfera de folia, o “Fusca Cultural” realiza no próximo sábado, 11 de fevereiro, a sétima cerimônia do Projeto, dessa vez no bairro do Alberto Maia – na Rua Getúlio Vargas (Próximo à Padaria Nossa Senhora do Carmo), a partir das 20h. O evento fará uma belíssima homenagem à agremiação carnavalesca, “Boi Camarás”.

Entre as atrações confirmadas, a agremiação “A Boneca do Boy” será responsável por realizar a apresentação de homenagem ao Boi. Além dela, a Orquestra 100% Camará; o Grupo Coco do Ilê e Grupo Percussivo Tambores do Ilê participaram da festa.

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Na ocasião, o Grupo Coco do Ilê e Grupo Percussivo Tambores do Ilê farão uma apresentação conjunta, tocando e cantando os mais variados ritmos, como afoxé, coco, samba, ciranda, samba reggae, maracatu e manguebeat.

O Projeto Fusca Cultural, de maneira inclusiva, busca através dos seus eventos promover uma atenção toda especial às pessoas com deficiência e portadoras de necessidades especiais, além de estimular a participação das mesmas nas cerimônias – fazendo com que elas possam conhecer um pouco mais da cultura do município.

Como se sabe, o Projeto tem como objetivo realizar eventos visando agraciar grupos populares do município, promovendo, assim, um intercâmbio cultural, o resgate e a preservação da memória destas manifestações e das comunidades nas quais estão inseridas em Camaragibe.

Sobre o “Fusca Cultural”:

O Projeto conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, através do Funcultura. Os eventos são realizados gratuitamente nas comunidades em que os grupos de cultura popular estão inseridos, oferecendo acessibilidade a todos, pois estão sendo realizados ao ar livre, em ruas de fácil acesso das localidades, proporcionando, assim, também, a formação de novas plateias, que ainda não conhecem o trabalho das agremiações.

Ao todo serão realizados oito eventos com frequência mensal. Em cada mês, um grupo de cultura popular será homenageado em sua própria comunidade. Para homenagear esta manifestação, outro grupo de cultura popular tradicional de outro bairro do município será convidado a se apresentar e entregar uma placa em reconhecimento à importância cultural da agremiação homenageada para a cidade.

O primeiro evento do Projeto “Fusca Cultural”, aconteceu no dia 20 de agosto, na Praça do Açude Timbi, em Timbi – onde os moradores da região e visitantes puderam acompanhar a belíssima homenagem feita a Agremiação Carnavalesca – “Boi Rubro-Negro” – também conhecida como “Boi de Dora”.

O segundo foi realizado no dia 10 de setembro, em Santa Mônica e homenageou a agremiação carnavalesca “Urso Mimoso”. Já o terceiro evento aconteceu no dia 08 de outubro no bairro de Santa Terezinha e fez homenagem a agremiação carnavalesca “A Boneca do Boy”.

O quarto evento, aconteceu no Centro de Camaragibe, no último dia 12 de novembro e o a grande homenageada da vez, foi a tradicionalíssima agremiação carnavalesca Bloco Lírico Amantes das Flores. Já no dia 10 de dezembro, o bairro de Céu Azul testemunhou a quinta cerimônia do Projeto, que homenageou o Maracatu Cambinda Dourada.

O sexto evento do “Fusca Cultural”, que aconteceu no último dia 14 de janeiro, ocorreu no Alto Santo Antônio e homenageou a “Tribo Tupy Guarani de Camaragibe”. A cerimônia, contou com apresentações do Grupo de Dança “As Ousadas”, do Ponto de Cultura e Centro Comunitário “Vivendo e Aprendendo”, pela segunda vez consecutiva em uma realização do Projeto; da agremiação “Boi Rubro-Negro”; de uma Orquestra de Frevo; do “Grupo Coco Catucá” e do “Trio Pé de Serra Moinho D’Água”.

Serviço:

Data: 11/02/2017;

Hora: A partir das 20h;

Local: Alberto Maia – Rua Getúlio Vargas (Próximo à Padaria Nossa Senhora do Carmo);

Agremiação Homenageada: “Boi Camarás”;

Agremiação que irá se apresentar e homenagear o “Boi Camarás”: Bloco “A Boneca do Boy”;

Outras atrações: Orquestra 100% Camará, Grupo Coco do Ilê e Grupo Percussivo Tambores do Ilê – em apresentação única.

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Mudança no trânsito em Camaragibe

A Prefeitura Municipal de Camaragibe, através da Secretaria de Mobilidade e Segurança Cidadã, realizou mudanças na Avenida Ersina Lapenda e na rua Sátiro Ivo a fim de facilitar e resgatar o comércio do Timbi. A partir desta quinta-feira (26), a Avenida Ersina Lapenda passa a ter o sentido invertido: os carros devem sair da Avenida Dr. Belmínio Correia, em sentido Céu Azul. Com a rua Sátiro Ivo, o inverso: os carros devem descer sentido a Avenida Dr. Belmínio Correia. Ambas as vias são mão exclusiva, com apenas um sentido. Em relação ao cruzamento no Armazém do Dendê, os agentes de trânsito ficarão no local até a instalação de semáforos para guiar e organizar o trânsito no local. Com ônibus e paradas, todos já funcionam de acordo com a nova regra. A sinalização também já está regularizada.

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Nota Prefeitura Municipal de Camaragibe

Em decorrência dos problemas identificados na Secretaria de Saúde do município, a prefeitura de Camaragibe comunica que a gestora da pasta, Dra. Nadegi Queiroz, se dedicará exclusivamente ao cargo de vice. Diante do engodo veiculado na imprensa, a Prefeitura Municipal de Camaragibe apenas se posicionará sobre os fatos após apuração de auditoria instaurada pela Controladoria Geral do Município, junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas. A Prefeitura ratifica sua postura transparente em relação à gestão da cidade, e aguarda as conclusões legais para um parecer público.

Nadegi divulga Nota Aberta A População

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CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DE CAMARAGIBE:

Amigas e Amigos de Camaragibe,

Venho a público informar meu rompimento político com o recém eleito prefeito Demóstenes Meira e consequentemente a entrega do cargo de Secretária de Saúde do Município, bem como a saída de toda a equipe técnica, que até o presente momento não foi nomeada pelo prefeito.

Tenho uma carreira política e compromisso com o povo de Camaragibe, que a mim confiou o seu voto, na esperança de que pudéssemos construir uma gestão melhor, especialmente na reconstrução da saúde da cidade.

Durante a campanha montamos um grupo coeso, cujo “slogan” era “POR AMOR A CAMARAGIBE”, onde havíamos nos comprometido em reconstruir a cidade e fazer uma gestão humanizada para a população, porém desde a sua posse, o atual prefeito, vem mudando o seu discurso, centralizando todas as decisões, descontinuando a execução dos serviços públicos ao cancelar todos os contratos por meio do Decreto Municipal nº 02/2017, presumindo a irregularidade de todos, antes de adotar as cautelas necessárias, tais como auditar individualmente cada contrato. Não podemos deixar a Prefeitura parar e a população sem serviços essenciais por meses até que novos contratos sejam realizados e as bruxas sejam cassadas.

Infelizmente não posso concordar com atitudes insanas de fechar o Hospital Aristeu Chaves e entregar a chave ao antigo dono, perdendo um investimento de mais de 18 milhões de reais e deixando a população sem um hospital, já que a intenção do prefeito depois de eleito é privatiza-lo, assim como também em manter a maternidade fechada.
Também não concordo com o cancelamento de todos os contratos dos profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) e o fechamento de todas as unidades, como o mesmo quer fazer para reduzir gastos. Acordei com o Sindicato dos Médicos, Conselho Municipal de Saúde e com o Ministério Público que iríamos organizar os vínculos empregatícios no Município, mas isto não foi aceito pelo atual gestor.

A Saúde é uma garantia constitucional, é um investimento, é obrigação do Município para com a população e não um gasto, o gestor público que pensa desta forma não é digno de sentar na cadeira de prefeito.

Por isso amigos e amigas, decidi não mais fazer parte desta gestão, que em menos de 20 (vinte) dias criou um colapso na cidade por atitudes impensadas e egoístas do atual gestor que não possui humildade para escutar a equipe e os anseios da população, além de não honrar com todos os compromissos políticos.

TENHO UMA TRAJETÓRIA POLÍTICA DIGNA JAMAIS COMPACTUAREI COM TAIS ATITUDES, E PENSANDO NO POVO DE CAMARAGIBE ABRO MÃO DA SECRETARIA.
Para muitos sei que ao pedir exoneração do cargo de Secretária de Saúde pode parecer fraqueza, mas é impossível fazer uma boa gestão tendo que rebater as imposições do prefeito. Também sei que serei vítima de todo tipo de acusação, e quaisquer que sejam elas terão que ser provadas perante da justiça dos homens.

ESTOU SAINDO DESTA GESTÃO DE CABEÇA ERGUIDA, NA CERTEZA QUE TENTEI CUMPRIR COM TODAS AS PROMESSAS DE CAMPANHA FEITAS AO MEU AMADO POVO DE CAMARAGIBE. Peço desculpas por não ter conseguido ir além, pois como disse o atual prefeito no seu discurso de posse “primeiro ele, segundo ele e terceiro ele”, não há espaço para uma “GESTÃO PARTICIPATIVA”, não há espaço para ouvir a voz do povo deste Município.

Um grande abraço a todos.

Nadegi Alves Queiroz
Vice Prefeita de Camaragibe

Meira e Nadegi rompem em Camaragibe

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Mal começou a gestão, prefeito de Camaragibe, Meira (PTB), e a sua vice e secretária de Saúde, Nadegi Queiroz (PSDC) romperam na manhã desta terça-feira (24). O motivo da desavença foi a acusação feita pelo gestor de que a ex-companheira de chapa planeja supostas irregularidades na gestão. Revoltada com a acusação, ela entregou o cargo, anunciou o rompimento político e foi à delegacia prestar queixa contra o prefeito.

Durante os primeiros dias da administração, Nadegi teria pedido a nomeação de vários assessores para a Secretaria de Saúde. Como não teve nenhum pleito atendido pelo prefeito, ela externou a alguns secretários, na noite de segunda-feira (23), o desejo de deixar a secretaria e romper com o prefeito.

Na manhã desta terça, o prefeito foi à Secretaria e fez acusações contra a vice na frente de vários servidores e o rompimento foi formalizado.

Agora, Nadegi vai acionar o prefeito na Justiça para que ele prove as acusações que fez.

Na semana passada, o prefeito de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira (PTB), também rompeu com o vice-prefeito e também secretário de Saúde, o médico Gabriel Neto (PRB), entregou o cargo e anunciou o rompimento político.

http://www.folhape.com.br/politica/politica/blog-da-folha/2017/01/24/BLG,1775,7,509,POLITICA,2419-PREFEITO-VICE-ROMPEM-CAMARAGIBE.aspx